Cisto Dental

Por Ana Lucia Santana
O cisto é definido como um vão mórbido recoberto por uma camada de tecido que reveste sua superfície. Nela está encerrada uma substância líquida ou parcialmente sólida, originária do próprio epitélio ou formada por remanescentes epiteliais em vias de formação. Por ser um mal de longa duração, seu desenvolvimento é gradual, desprovido de sintomas. Normalmente a mucosa é preservada sem nenhuma lesão e o cisto é perceptível em grande parte dos procedimentos radiológicos.

Os cistos referentes à odontogenia, ou seja, à gênese dos dentes, ligados de alguma forma com o epitélio, podem se originar: dos vestígios da coroa dental; das sobras das células que restaram do crescimento das radículas dentais situadas no interior do ligamento dos tecidos próximos aos dentes; dos remanescentes epiteliais da lâmina dental – primeiro sinal do aparecimento de um dente, que às vezes se decompõe em pequenas porções de epitélio e é assim novamente absorvido pelo organismo; se isso não ocorre, são então desenvolvidos cistos nesta região dental -; do núcleo do dente, que engloba o esmalte, a papila e o receptáculo dental.

Conforme o local em que os cistos se desenvolvem, particularmente os periodontais, que integram a maior parte das ocorrências císticas ligadas ao surgimento dos dentes, eles podem ser classificados como apicais ou radiculares, situados no campo periapical; laterais, quando eles crescem ao lado da raiz dental; inter-radiculares e residuais, os cistos que não foram completa ou parcialmente arrancados depois da extração dos dentes nos quais eles se encontravam.

O cisto que ocorre mais repetidamente é o apical, embora sua origem precisa seja ainda ignorada. Ele aparece depois do fenômeno da necrose da polpa dentária, através da excitação dos vestígios de células epiteliais situadas na região conhecida como periápice.

O primeiro sinal do surgimento deste cisto é a reprodução do epitélio que se encontra no interior do granuloma apical – uma das lesões apicais mais comuns, acompanhada de inflamação crônica. Esta ocorrência cística não vem acompanhada de sintomas, porém o dente atingido não reage às avaliações da existência de energia vital na sua polpa.

Este quisto é fruto de um processo inflamatório que incide sobre a região pulpar contaminada. Sua imagem na radiografia apresenta aspecto homogêneo, uma forma oval ou circular, associada ao vértice ileso da radícula dental, que revela a ruptura da lâmina dentária exatamente neste ponto, limitada por uma faixa de endurecimento mórbido dos tecidos dos ossos.

Sem o auxílio do microscópio é possível ver uma substância repleta de pequenas cavidades, a qual apresenta tons rosados e avermelhados, com um teor cístico de coloração amarelada, provavelmente sem limpidez quando se encontra infectado.

O tratamento desta espécie de cisto pode ser empreendido com a extração do dente ou com a realização de canal na raiz dentária. No primeiro caso, a estrutura cística será também extraída. Se, nos dois contextos, não houver uma eliminação do quisto, será necessário recorrer a um procedimento cirúrgico, para a completa retirada do cisto apical.

Fontes
http://www.forp.usp.br/restauradora/peri.htm
http://www.cesarmello.com.br/cirurgia3.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A2mina_dent%C3%A1ria

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