Condicionamento gengival

Por Samara Ferreira
O condicionamento gengival consiste no direcionamento do tecido gengival interdental ou interimplantar e a reconstituição do arco côncavo gengival, reparando a harmonia gengivo-dental.

O condicionamento gengival possui como objetivos:

  • Aperfeiçoar o formato do rebordo residual;
  • Proporcionar espaço e desenho adequados para o perfil de emergência do pôntico;
  • Alcance de papilas interdentais ou interimplantares;
  • Estética (esconder a linha cervical da coroa e eliminar os chamados buracos negros);
  • Funcionalidade ;
  • Biocompatibilidade ;
  • Promover a higienização por parte do paciente;
  • Período de educação do paciente;

O condicionamento gengival é obtido através de três técnicas principais:

  1. Pressão gradual:

Nesse tipo de técnica é necessária a utilização de restauração provisória. Indicada para áreas pequenas, realizando pressionamento do tecido para modelá-lo.

A técnica da pressão gradual é realizada da seguinte maneira:

  1. Confecção de coroas provisórias;
  2. A área do pôntico recebe uma aplicação gradual de resina acrílica em torno de 1,0 mm;
  3. Os excessos de resina devem ser retirados com subseqüente polimento e acabamento e polimento;
  4. Forma-se uma depressão sob o pôntico e direcionando o desenvolvimento das papilas nos espaços interdentais;
  5. Retorno do paciente em uma semana;
  6. Avaliação da necessidade de novas aplicações de resina acrílica;
  1. Escarificação :

Essa técnica é indicada para áreas de mais de um pôntico, sendo desenvolvida, adaptando-se a restauração provisória nos pilares, delimitando com um lápis o desenho gengival que é esperado, realiza-se a anestesia infiltrativa, a seguir o tecido gengival é esculpido por brocas diamantadas em forma de pêra, em alta rotação, com irrigação e depois são criadas papilas interdentais, um arco regular e as concavidades que receberão os pônticos e finalmente é formada uma área cruenta sobre a qual é assentada a restauração provisória servindo como proteção e guia cicatricial e a reparação tecidual ocorre em aproximadamente 12 dias.

  1. Eletrocirurgia

Essa técnica pouco empregada, pois apresenta diversas desvantagens, como imprecisão no controle, odor desagradável, técnica traumática e possui um período cicatricial mais longo, além de possível reabsorção óssea e necrose tecidual. Essa técnica é contra-indicada para pacientes portadores de marcapasso.

As classificações das deformidades no rebordo residual de acordo com Seibert são:

  • Tipo I: dimensão V-L diminuída com dimensão ápico-coronal do rebordo preservado;
  • Tipo II: dimensão ápico-coronal diminuída com dimensão V-L preservada;
  • Tipo III: combinada, ou seja, ambas as dimensões diminuídas, gerando desníveis de altura e espessura no rebordo residual;

Contudo, às vezes estes casos podem ser solucionados com enxertos ósseos ou tecido mole, ou combinados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ZAVANELLI, Adriana Cristina et al. Condicionamento gengival. Revista Íbero-Americana de Prótese Clínica & Laboratorial, Curitiba, v. 6, n. 32, p. 357-363, 2004.
FRANCISCHONE C.E, Vasconcelos LW. Otimização estética das próteses unitárias sobre implantes.  In: Francischone CE,Vasconcelos LW. Próteses Unitárias e a Osseointegração. São Paulo: Artes Médicas; 1998. p.79-103.

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