Elementos para Elaborar o Planejamento da prótese parcial removível

Por Samara Ferreira
Antes de iniciar qualquer procedimento é necessário ter em mãos e em mente o planejamento, que é conhecido como um método de coleta de dados, concisos e abrangentes, visando informar o estado de saúde bucal dos pacientes, a fim de diagnosticar os problemas e organizar o plano de tratamento, de maneira que venha a se conseguir um prognóstico adequado.

Os recursos utilizados para preparar esse planejamento, são principalmente três; exame clínico, radiográfico e os modelos de estudos que deveram estar delineados e montados em articulador. O exame clínico visa realizar uma analise de todas as estruturas do sistema estomatognático, focando e observando todos os movimentos executados pela mandíbula, a fim de uma futura correção de problemas oclusais. Um correto exame clínico pode ser direcionado observando o estado de saúde geral do paciente (anamnese correta, observar suas atitudes, hábitos de higiene bucal, idade , nutrição); exame da articulação temporomandibular e dos músculos mastigatórios, através da apalpação e dos movimentos realizados pela mandíbula,observar a abertura da boca e região posterior do pescoço; exame intra-oral( observar patologias existente na cavidade oral); exame das arcadas dentárias.

O exame da fibromucosa é importantíssimo para um adequado planejamento, apresentando dois fatores que devem ser analisados:

  1. Resiliência: é o grau com que a fibromucosa sofre compressibilidade ou deformação e esta deformação pode variar de região para região.

“a deformação clínica da compressibilidade da mucosa pode ser feita pela apalpação (Bernstein)” (ZANETTI. 5p).

  1. Forma dos rebordos residuais: Normalmente possui duas formas, uma anatômica quando se encontra em repouso e outra funcional quando ocorre sob ação de cargas. Os rebordos de extremidades livres são classificados em horizontal (quando não apresenta força resultante nem para mesial e nem para distal, sendo a resultante quase zero), descendente distal (mais desfavorável) e ascendente distal (melhor tipo para receber a ação das cargas mastigatórias).

No suporte dentário, as cargas mastigatórias recebidas por ele, serão originadas pelos dentes antagonistas e pela prótese através do apoio oclusal e esse órgão dental para atuar como suporte de uma PPR (Prótese parcial removível) deve ser analisada como nos aspectos tanto qualitativo( forma, tamanho e integridade da coroa, numero e forma das raízes) , quanto quantitativo(distribuição ao longo do arco).

Portanto para um bom diagnóstico, e uso adequado de uma prótese parcial removível é necessário um bom conhecimento dos elementos constituintes dessa PPR e saber quais as forças que estão atuando nessa mesma durante a movimentação da abertura da boca e entender que o planejamento sempre é necessário para um bom prognóstico.

Referências bibliográficas:
DE FIORE, S. R. – Atlas de Prótese Parcial Removível – Panamed Editorial, 1983, São Paulo.
JOHNSON,  D.L., STRATON, R.J. - Fundamentos da Prótese Removível. Quintessence Publishing Co. , 1988 , Rio de Janeiro.
ASCKAR, E.M., BONFANTE, G., VIEIRA, L.F., FREITAS, R., BONACHELA, W.C. – Manual sobre Noções Básicas.
ZANETTI, Artêmio Luiz, 1930. Planejamento: prótese parcial removível. - São Paulo: SARVIER, 1988.5p

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