Radiografia panorâmica

Por Samara Ferreira
A obtenção de excelentes radiografias e diagnósticos precisos são fatores que diferenciam os profissionais.

Para a pesquisa de doenças dentárias comuns como a cárie, doença periodontal e doenças periapicais, emprega-se o exame radiográfico intrabucal, parcial ou completo.

O critério para a seleção de um exame radiográfico deve obter o equilíbrio entre o melhor diagnóstico e a menor dose de radiação admissível.

A radiografia panorâmica consegue em uma só imagem uma cobertura anatômica muito extensa. As estruturas visualizadas na radiografia são as seguintes:

  • Ramos e ângulos mandibulares,
  • Articulação temporomandibular
  •  Processo estilóide
  • Limites superiores e posteriores dos seios maxilares
  • Bordas inferiores das órbitas
  • Estruturas anatômicas visualizadas no exame radiográfico intrabucal (dentes, processos alveolares e os limites inferiores dos seios maxilares).

A ampla evolução tecnológica dos aparelhos panorâmicos, integrada a estudos que confrontam favoravelmente a radiografia panorâmica em relação às radiografias intrabucais no diagnóstico de doenças periodontais e periapicais, a dose de radiação diminuída, a facilidade do procedimento e menor tempo de execução, o maior conforto para o paciente e extensa cobertura anatômica faz com que um novo protótipo seja compreendido na seleção do exame radiográfico dental.

“A radiografia panorâmica é mais eficiente do que a intrabucal na detecção de lesões osteoliticas e escleróticas periapicais. O exame intrabucal completo é deficiente para identificar osteoesclerose e calcificações ectópicas quando comparado à radiografia panorâmica” (BARATIERI. p135).

Estas observações são naturalmente alcançadas quando se conhece os princípios de desenvolvimento da imagem panorâmica, ou seja, o principio da tomografia, que extingue a sobreposição dos tecidos ósseos posicionados antes e após a lesão periapical.

Em pacientes com dentição primaria é recomendada radiografias interproximais para o exame das faces proximais dos dentes decíduos que não podem ser visualizadas ou sondadas.

Em criança, onde apresenta dentição mista a indicação são radiografias periapicais/oclusal e interproximais ou mesmo panorâmicas e interproximais.

Já em adolescentes que normalmente apresentam sua dentição permanente a indicação mais precisa são radiografias periapicais individualizadas e interproximais.

Em edêntulos é necessário o exame intrabucal completo ou mesmo radiografia panorâmica.

As radiografias podem ser indicadas quando se encontram sinais e sintomas positivos de doença periodontal, restaurações profundas, lesões de caries profundas, dentes impactados, evidencia de traumatismo facial, fistulas, sangramento não explicado, assimetria facial, evidencia de objetos estranhos, mobilidade dental aumento de volume etc.

Contudo, é importante lembrar que uma radigrafia bem realizada é a chave para o um excelente diagnóstico e satisfação do profissional.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BARATIERI, L. N. et al. Dentística: procedimentos preventivos e restauradores.2.ed. Rio de Janeiro: Quintessence, 1992
BARATIERI, L. N. et al. Estética. São Paulo: Quintessence, 1995.
BINDSLEV, P. H. et al. Dentística operatória moderna.São Paulo: Santos, 1990.
MONDELLI, J. et al. Dentística operatória. São Paulo: Sarvier, 1983.
BARATIERI, LN. Odontologia Restauradora. Fundamentos e Possibilidades. Quintessence editora, 1a edição 2001. 2.

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