Radiografia periapical

Por Samara Ferreira
É conhecida como uma técnica radiográfica intrabucal utilizada para visibilidade dos elementos dentários individualmente, ou mesmo em grupos, e o tecido alveolar de suporte.

As principais indicações da radiografia periapical são tratamento endodôntico, avaliação da presença e posição de dentes não irrompidos, condição periodontal, avaliação pós- operatória de implantes, avaliação pré e pós-operatória de cirurgias periapicais e detecção de algumas modificações do tecido periapical.

A posição ideal de uma radiografia periapical deve ser:

  • Nos dentes a serem avaliados e a película radiográfica devem sempre encontrar-se em contato ou, se não for possível, o mais próximo possível.
  • O localizador precisa encontrar-se posicionado de tal maneira que o feixe de raios x suceda perpendicularmente ao dente e receptor de imagem, tanto vertical quanto horizontalmente.
  • Os elementos dentários e o receptor de imagem necessitam estar paralelos entre si.
  • O posicionamento precisa ser reproduzível.

É importante frisar que a anatomia da cavidade bucal nem sempre admite o uso satisfatório de todos os itens do posicionamento ideal e devido essas limitações, duas técnicas para a radiografia periapical são empregadas: da bissetriz e do paralelismo.

Na técnica da bissetriz o receptor de imagem é colocado o mais próximo possível dos dentes a serem avaliados, sem entortar, formando um ângulo entre o longo eixo dos dentes e a película radiográfica, que ficará dividido por uma bissetriz e imediatamente o localizador do aparelho será disposto de maneira que fique perpendicular a bissetriz.

“A técnica periapical da bissetriz não deve ser utilizada para a análise de coroas e cristas ósseas alveolares, pois nestas regiões encontram-se os raios x mais divergentes, que provocam acentuada distorção de forma destas estruturas na imagem radiográfica” (BARATIERI. p 141).

N técnica do paralelismo o filme deve ser colocado paralelamente ao longo eixo dos dentes a serem examinados. Esta posição é facilitada com o uso de posicionadores e esse uso admite que esta técnica seja mais reproduzível e lembrar que sempre nesta técnica, o localizador do aparelho de raios x é posicionado em ângulos reto com os dentes e o receptor de imagem.

No entanto ambas as técnicas apresentam algumas vantagens (na bissetriz não é necessário à esterilização dos posicionadores e na do paralelismo permite menor dose de radiação ao paciente e imagens mais nítidas) e desvantagens (na da bissetriz, algumas angulações incorretas resultam em alongamento ou mesmo encurtamento da imagem e na técnica do paralelismo os posicionadores necessitam serem autoclavados e seu uso poderá inicialmente ser difícil para operadores inexperientes), mas seus usos adequados são de grande importância para um bom diagnostico.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BARATIERI, L. N. et al. Dentística: procedimentos preventivos e restauradores.2.ed. Rio de Janeiro: Quintessence, 1992
BARATIERI, L. N. et al. Estética. São Paulo: Quintessence, 1995.
BINDSLEV, P. H. et al. Dentística operatória moderna.São Paulo: Santos, 1990.
MONDELLI, J. et al. Dentística operatória. São Paulo: Sarvier, 1983.
BARATIERI, LN. Odontologia Restauradora. Fundamentos e Possibilidades. Quintessence editora, 1a edição 2001. 2.

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.