Restauração provisória e estética

Por Samara Ferreira
Os maiores problemas encontrados pelo profissional, são as dúvidas que eventualmente aparecem durante o ajuste estético ou funcional da prótese definitiva.

Depois dos ajustes estético e funcional das restaurações provisórias, estas necessitam ser moldadas com alginato e, os modelos que foram usados para a personalização do guia anterior, devem ser remetidos ao técnico junto com os modelos de trabalho, para servir como orientação na confecção da prótese definitiva. Modelos de trabalho com troqueis não têm sexo, idade, tipo físico, que possam auxiliar o técnico na obtenção de uma reconstrução individual para cada paciente.

“Comprimento, largura, contorno, forma das coroas provisórias, linha média, assimetria gengival entre os dentes pilares e na área desdentada, relação dos pônticos com tecido gengival, são alguns aspectos que devem ser analisados cuidadosamente na fase das restaurações provisórias”. (PEGORARO. 130p).

A importância do papel do tecido gengival também deve fazer parte do planejamento estético, pois, sua integração com a prótese muito irá contribuir para o sucesso.

Existe uma relação adequada do pôntico com tecido gengival, principalmente na região dos dentes anteriores mesmo pré- molares superiores são muito importantes na determinação da estética para a eliminação dos chamados buracos negros entre os pônticos. Esse fato é alcançado com o remodelamento do rebordo residual pelo meio das coroas provisórias, e é chamado de condicionamento gengival e este produz condições que são eficientes como a importância da higienização correta desta área pelo paciente; a área lingual do pôntico deve ser completamente convexa e polida; o tecido gengival deve oferecer espessura que seja satisfatória para permitir o condicionamento; a área condicionada não deve apresentar-se ulcerada após o condicionamento (a pressão deve ser exercida lentamente).

O condicionamento gengival pode ser realizado através da pressão dos pônticos,e é preferível por ser menos radical e agressiva.

A avaliação inicial deve incidir após duas semanas. Se não ocorreu ulceração, e se existir necessidade, realiza-se novo condicionamento, mas caso tenha ocorrido ulceração, significa que a pressão inicial foi excedida e, portanto, deve-se promover um ligeiro desgaste do pôntico.

No entanto são necessárias três ou quatro sessões incrementais de resina para se alcançar o efeito estético esperado e a segunda maneira para promover o condicionamento é através da remoção de tecido, que pode ser realizada com eletrobisturi ou com broca. A remoção do tecido é mais bem controlada com broca diamantada em forma de pera, em alta rotação e sob irrigação, o que não ocorre com o uso do eletrobisturi, além do inconvenientemente do desenvolvimento relevante de calor que pode afetar a cicatrização dos tecidos.

Referências bibliográficas
CHICHE, G. MARTINS, S. Estética em dentes anteriores. Rio de janeiro: Quintessence, 1996, p.128-140.
Pegoraro,Luis Fernando-Prótese fixa. São Paulo: Artes Médicas.130p

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