Critérios para avaliação e orientações didáticas no segundo ciclo em Geografia

As avaliações aplicadas aos alunos do segundo ciclo devem avaliar se os estudantes reconhecem e conseguem criar comparações entre paisagens brasileiras – urbanas e rurais –, além das diferenças existentes no modo de vida dos dois ambientes em questão. Outro ponto que deve ser levado em conta é se o discente é capaz de notar os transportes e as tecnologias utilizadas no campo e na cidade.

Seguindo os métodos que podem ser usados dentro de sala de aula para avaliar o que os alunos aprenderam acerca do conteúdo, mais um item que não pode ser deixado para trás é a relação entre ações da população e suas consequentes causas para a natureza. Também deve ser abordado se o estudante consegue interpretar mapas, roteiros e maquetes.

No geral, as aulas de Geografia são expositivas e auxiliadas por textos de livros didáticos, porém, o professor pode se apoiar em outras maneiras de mostrar o conteúdo, como, por exemplo: Leitura da paisagem; Descrição e observação; Explicação e interação; Territorialidade e expansão; Analogia; e, finalizando, A representação do espaço no estudo da Geografia.

O primeiro ponto citado anteriormente mostra ao discente que a partir da leitura de uma imagem é possível reconhecer a cultura de determinado lugar, além de outras características presentes na sociedade inserida em tal local. Uma proposta de material para esta orientação didática é o próprio dia a dia dos estudantes, que pode servir para uma possível pesquisa sobre o ambiente em que eles encontram-se e como este era antigamente, além do porquê das mudanças encontradas entre o antes e o atual. Tendo em mãos o objeto de estudo, pode-se verificar os diferentes pontos de vista existentes para uma só paisagem, o que vai criar um confronto de idéias entre os alunos e a exposição da opinião individual.

Quanto à Descrição e observação e Explicação e interação, o primeiro tópico serve de embasamento para o segundo, ou seja, a descrição sozinha não esgota a significação, é somente o ponto de partida para a explanação do objeto em estudo.  De acordo com o PCN, “Como uma ciência social, porém com especificidade de trabalhar a sociedade e a natureza, a análise torna-se complexa, pois deve explicar como dois conjuntos de elementos interagem sem deixar de lembrar que tanto a natureza como a sociedade guardam níveis de interações que lhes são específicas internamente (p. 25)”.

Quando se estuda a cultura, comércio, circulação de pessoas e afins de determinado local é necessário, também, pesquisar a Territorialidade e Extensão de tal lugar, tendo em vista que um está interligado com o outro, ou seja, o limite entre as fronteiras podem influenciar nas características de certa região. Tudo isso citado anteriormente pode ser identificado de forma concreta em mapas, facilitando a compreensão e o reconhecimento dos territórios.

Finalizando, ao abordar a representação do espaço no estudo da Geografia, o professor deve mostrar aos alunos a leitura e produção da linguagem cartográfica, sempre contextualizada, porém, com o cuidado necessário para distinguir que os estudantes ainda não dominam a construção de um mapa de acordo com um profissional. “Isso quer dizer que muitas vezes farão mapas que não respeitam um sistema único de projeções (vertical ou oblíqua), não mantêm a proporcionalidade, não sistematizam símbolos, etc.” (p. 27).

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Fonte: PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais - Geografia

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