Economia de Pernambuco

Desde a dominação portuguesa, a economia pernambucana tinha como base a produção açucareira. O investimento holandês na região fez o estado prosperar, destacando-o no cenário nacional e internacional. Entretanto, a expulsão dos holandeses, a descoberta do ouro em Minas Gerais e a concorrência com açúcar produzido nas Antilhas levaram a economia local à decadência. Este cenário só se altera a partir da década de 1960 com o investimento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na região. Ainda que a monocultura açucareira se mantenha forte no estado, a fruticultura e os setores portuário e tecnológico se desenvolveram, contribuindo com o cenário econômico regional.

Atualmente, Pernambuco é o décimo estado mais rico do Brasil. Em 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano fechou em R$140,7 bilhões, o equivalente a 2,6% da fatia nacional. No âmbito regional, a produção de Pernambuco é a segunda maior do Nordeste (19,5%), perdendo apenas para o estado da Bahia. Já a razão do PIB pela quantidade de habitantes, ou seja, o PIB per capita atingiu R$15.282,28, o segundo maior valor dentre os estados do Nordeste, atrás apenas de Sergipe.

Na divisão por setor, a agropecuária representa a menor fatia do PIB (2,7%), seguida pela indústria (25,1%) e pelo setor de serviços (72,2%). O destaque fica por conta do turismo. Pernambuco tem o segundo maior número de leitos da região Nordeste (35,8 mil), perdendo apenas para a Bahia, além de ser o estado com o maior número de regiões turísticas do Nordeste (14). Em 2015, 66,2 mil turistas estrangeiros chegaram em Pernambuco, mais da metade deles advindos de países como Alemanha, Itália, Argentina e Portugal.

Na agricultura, destacam-se as produções de cana-de-açúcar, mandioca, tomate, milho, feijão, além do cultivo de frutos no oeste do estado. Na região do Sertão do Rio São Francisco, o desenvolvimento da fruticultura voltada à exportação é acentuado. Petrolina lidera a produção estadual de cultivos como uva, manga, goiaba e coco-da-baía. A floricultura também é proeminente em Pernambuco. O estado possui o segundo maior polo produtivo do Nordeste, tendo Gravatá, Camaragibe e Barra de Guabiraba à frente na produção de flores e plantas ornamentais. Bovinos, caprinos e galináceos representam as maiores produções do estado na pecuária. Pernambuco é o segundo maior produtor de galináceos de toda a região Nordeste. O estado apresenta ainda a terceira maior produção mineral do Nordeste com destaque para brita, água mineral e gipsita.

Por outro lado, a produção industrial pernambucana apresenta bons números para o estado. A contribuição no PIB estadual, em 2013, foi de R$26 bilhões, o equivalente a 2,3% da produção industrial nacional, colocando a indústria pernambucana como a segunda maior do Nordeste. Ao todo, o estado possui quase 15 mil indústrias. Quase a totalidade destas empresas atuam no segmento da transformação. Entre elas estão as indústrias de construção, de alimentos e de produtos químicos, que são as que mais se sobressaem no cenário industrial do estado. Das exportações de Pernambuco, 84% derivam das indústrias, algo que representou US$879 milhões em produtos exportados pelo estado somente no ano de 2015.

A propósito do comércio exterior, Pernambuco fechou 2015 com déficit de mais de quatro bilhões de dólares na balança comercial, tendo importado muito mais do que exportado. Dentre os principais produtos importados pelo estado estão os combustíveis como óleo diesel, petróleo, gasolina e querosene. Já os principais produtos exportados são o açúcar, os óleos derivados do petróleo e o plástico. China e Argentina são os principais destinos. À frente deste fluxo, destaca-se o Porto de Suape que movimentou quase 20 milhões de toneladas de cargas em 2015, sendo o quarto maior porto em movimentação do Nordeste.

Referências bibliográficas:

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SANTOS, Patrícia Cardoso dos (et al.). Enciclopédia do Estudante: geografia do Brasil: aspectos físicos, econômicos e sociais. São Paulo: Moderna, 2008.

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