Antiquário

Por Ana Lucia Santana
Na decoração de uma residência muitas pessoas buscam mobiliários antigos, muitas vezes como alternativa aos recursos contemporâneos. Os estabelecimentos que comercializam estes itens antigos – não só móveis, mas também livros preciosos, obras artísticas, entre outros objetos – são conhecidos como antiquários.

Esta expressão também se aplica aos profissionais que têm como objeto de trabalho coleções compostas por elementos antigos, de uma época distante, os que foram criados por comunidades de artistas ou os elaborados por determinados produtores.

O público alvo não se resume aos que pretendem, por exemplo, decorar um ambiente, mas se constitui principalmente de estudiosos e colecionadores de peças antigas. Os objetos que pertencem ao passado nunca são marginalizados do gosto estético, eles subsistem no tempo e no espaço. Com as constantes modificações na forma de se perceber esteticamente um ambiente, o mobiliário antigo se valoriza ainda mais, adquirindo uma cotação maior também no mercado de antiguidades.

Os adeptos do mobiliário antigo devem tomar alguns cuidados para que o espaço decorado com estes móveis não fique sobrecarregado. Os especialistas aconselham seus clientes a não misturar peças de épocas distintas, que não combinem entre si.

Mas destacam que dispor harmonicamente peças antigas com elementos contemporâneos pode ser uma solução bem criativa. É possível, ao se comprar um objeto antigo, mesmo que seja muito simples, compor um espaço original, bem pessoal. É preciso, antes de tudo, recorrer à justa medida e ao poder criativo para não errar na composição do ambiente.

Algumas pessoas não ousam decorar definitivamente o ambiente em que vivem com peças de antiguidade, mas decidem experimentar o sabor de ter esses objetos em casa temporariamente, ou seja, em um evento festivo. Assim, os antiquários também oferecem a possibilidade do aluguel destas peças, com um valor mais reduzido. Na busca por uma peça valorosa, é sempre importante perceber que o objeto original será normalmente mais caro do que qualquer reprodução. Um pouco de prudência e a parceria com um especialista íntegro e sério previnem qualquer aborrecimento posterior.

Na França os profissionais deste campo estão bem amparados pelo sindicato de âmbito nacional. Entre os ingleses há diversos grupos que estruturam feiras e outros acontecimentos, como leilões de objetos antigos e de obras de arte. No Brasil os especialistas podem recorrer à Associação Brasileira de Antiquários, criada em 1970, no Rio de Janeiro. Neste país também estão atuantes algumas organizações estaduais, como as de Brasília, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Em Portugal foi instituída, em 1990, a Associação Portuguesa dos Antiquários – que reúne mais de setenta antiquários -, filiada à Confederação Internacional dos Negociantes de Obras de Arte, a CINOA, maior estrutura internacional no campo de antiquários e de comerciantes de obras de arte. As entidades brasileiras não se filiaram ainda a esta organização.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Associação_Portuguesa_dos_Antiquários
http://anybzyl.blogspot.com/2008/09/peas-de-antiquario.html