Engenheiro Eletrônico

Por Paula Perin dos Santos
Parece ser um mistério para nós como um simples toque sonoro indica que uma mensagem nova chegou a seu celular, ou que um toque num botão mude o canal da televisão, que podemos conversar em tempo real com uma pessoa que esta do outro lado do planeta. Às vezes não entendemos como pode “uma porta” detectar um metal que tem dentro de uma bolsa! Para um engenheiro eletrônico, esse mundo é totalmente lógico e compreensível.

Foto: Francisco Javier Gil / Shutterstock.com

Foto: Francisco Javier Gil / Shutterstock.com

Toda a nossa vida está ligada a esses profissionais. A função dele é “apontar soluções a partir do desenvolvimento ou da integração de sistemas eletrônicos, de comunicação, computação e controle” (Daher, 2007:56).

Esta profissão é ideal para quem é dinâmico, vive “antenado” com o surgimento de novas tecnologias e considera-se capaz de propor soluções originais para os problemas.

Tecnologia da informação, telecomunicações, controle e automação, além de circuitos e instrumentação são as principais áreas de atuação dos engenheiros eletrônicos. Eles têm várias atribuições, mas as principais, destacadas por Valquíria Daher do Jornal O Globo são: “projeto e desenvolvimento de sistemas eletrônicos, de computação e controle; gerência de empresas e, áreas correlatas; pesquisa; projeto; consultoria”.

Para quem trabalha na área, o maior desafio é trabalhar e continuar estudando ao mesmo tempo, uma vez que a carreira exige uma constante atualização, assim como nas demais engenharias. Além disso, o engenheiro eletrônico precisa compreender as necessidades do mercado para, assim, poder atendê-las.

O curso dura, em média, cinco anos. As disciplinas básicas são as mesmas das outras engenharias: dois anos com ênfase em matemática e física, e nos anos seguintes, estudam-se as disciplinas específicas, como sistemas digitais, eletrônica analógica, dentre outras. Na grade curricular constam disciplinas obrigatórias e optativas, que possibilita ao aluno ampliar seus conhecimentos nas áreas com as quais tem mais afinidade. Recomenda-se que ele tenha fluência em inglês.

MERCADO DE TRABALHO

Como estão em alta os setores de tecnologia da informação, telecomunicação e eletroeletrônicos, incluindo informática e eletrodomésticos, o mercado encontra-se aquecido para os engenheiros eletrônicos. Para quem tem interesse em abrir o próprio negócio não é uma má escolha.

Os profissionais desta área podem trabalhar em diversas áreas. Bancos, operadoras de telefonia, emissoras de rádio e TV, indústrias petroquímicas e montadoras de automóveis são apenas alguns dos setores onde eles são indispensáveis.

Fontes
DAHER, Valquíria. Guia Megazine de Profissões. Rio de Janeiro, Ediouro, O Globo, 2007, p. 56-7.