Mediunidade

A mediunidade é uma capacidade inerente ao Homem, portanto não é um presente concedido a eleitos. Em algumas pessoas, porém, ela está mais latente, pois elas são mais suscetíveis à aproximação espiritual e à transmissão das mensagens da esfera dos espíritos. O que não significa que ela não se manifeste igualmente em cada um, mesmo que em graus mínimos.

Os médiuns têm a faculdade de captar energias muito delicadas e tênues, praticamente desconhecidas para outros que não desenvolveram sua mediunidade. Através deste dom, eles conseguem se comunicar com os desencarnados, ou seja, com os que já partiram para a realidade espiritual. Para tanto eles apuram sua sintonia, concentrando-se e alimentando pensamentos elevados, até captarem os pensamentos dos mortos, como uma espécie de antena que atrai as ondas mentais com as quais os médiuns se sintonizam.

Normalmente a mediunidade é chamada de intuição, a qual é acessível a todo ser humano, que assim sabe como se guiar em sua existência, seguindo uma espécie de voz interior que parte da própria essência do indivíduo ou, como muitos dizem, de seu inconsciente. Em uma escala maior, no entanto, os médiuns desenvolvidos - aqueles que aprenderam como lidar com este potencial - conseguem captar pensamentos, desejos e emoções alheias, não só do plano dos desencarnados, mas também dos ambientes e dos encarnados com quem eles têm um certo contato.

Segundo a Doutrina Espírita, a mediunidade prova a existência de vida após a morte, a sobrevivência do espírito. Além do mais, esta capacidade dota seu portador de um instrumento a mais para a prática da caridade, do amor ao próximo, enfim, do Evangelho, legado à humanidade por Jesus Cristo.

O próprio homem das cavernas desenvolveu sua capacidade de sobreviver materialmente, a mitologia e as religiões, com base nas diretrizes transmitidas pelos espíritos dos que haviam partido. Como, nesta época, o ser humano era incapaz de explicar racionalmente os fenômenos naturais que se processavam a sua volta, como, por exemplo, compreender como irrompia uma tempestade, de onde surgiam os raios e trovões, ele atribuía os eventos à interferência dos mortos.

Desta forma surgem os rituais, os cultos, nos quais o Homem, cultuando os seres espirituais, obtém em troca benefícios e favores. Assim nascem também a magia, a feitiçaria, o Panteísmo e, posteriormente, o Animismo. Acreditava-se que tudo na Natureza tinha um poder divino. À medida que o ser humano aprimora seu intercâmbio com a esfera espiritual, através da mediunidade, dom que lhe parecia natural, a vida na Terra começa a desenvolver-se materialmente e ele também depura seu senso moral.

Através da mediunidade a Humanidade também pode saber como se desenrola a existência após a morte, através da narrativa direta dos que já se foram, nos mais variados contextos que envolvem estas pessoas. Assim o Homem pode se beneficiar de um roteiro mais seguro para sua trajetória material, aprendendo com as experiências alheias e tentando evitar os mesmos erros cometidos por aqueles que lhe antecederam na vida espiritual.

A mediunidade se expressa das formas mais variadas, da psicografia – captação das mensagens espirituais através da escrita – até a psicofonia – transmissão mediúnica por meio da fala -, passando pela vidência, pela audiência – os que ouvem -, pela pintura mediúnica, e por tantos outros instrumentos oferecidos pela mediunidade. De qualquer forma, o médium sempre será o receptor das notícias do mundo espiritual, e também o transmissor delas.

Leia mais: Chico Xavier, um dos maiores médiuns do Brasil.

Fontes
http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=279&Itemid=25
http://ponto0.wordpress.com/2007/03/19/o-que-e-mediunidade/

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