Radiestesia

A Radiestesia é uma prática milenar, pois já no Antigo Egito se encontravam instrumentos conhecidos como pêndulos, exatamente no Vale dos Reis. Na China, há pelo menos 2000 anos antes da nossa época, radiestesistas – embora não fossem assim denominados neste contexto – já se valiam desta técnica para localizar água, minérios, e também utilizavam este procedimento no trabalho agrícola. A cidade de Roma foi edificada sobre um sítio previamente selecionado por praticantes da radiestesia, que procuraram encontrar uma região propícia para o nascimento desta civilização.

Ao longo da Idade Média, período marcado pela preocupação da Igreja em combater práticas supostamente heréticas, o exercício da radiestesia foi identificado com práticas de bruxaria e então proibido pela Inquisição. A partir de 1546, porém, novamente ressurgiram ferramentas de madeira, conhecidas como forquilhas, usadas na pesquisa do subsolo na Europa. O século XVIII testemunhou um avanço significativo dos estudos científicos sobre a rabdomancia – rhabdos, ‘vara’, e mancia, ‘adivinhação’, expressão que antigamente substituía o termo moderno.

Bleton, francês contemporâneo deste crescente interesse, foi amplamente estudado pela Ciência por possuir o dom de, sem o uso de nenhum instrumento, localizar fontes de água sob a terra, detectando essa presença através do próprio corpo, que se tornava trêmulo, ofegante e febril ao se aproximar deste elemento. A partir do século XIX, os praticantes da radiestesia – termo criado em 1890 pelos abades Mermet e Bouly, proveniente do latim radius, ‘radiação’, e do idioma grego aisthêsis, ‘sensibilidade’, com o sentido de “sensibilidade à radiação” – passam a se valer mais do pêndulo, por ser simples de se manipular, mais barato e exato na diagnose. A percepção radiestésica passa a ser realizada à distância, conseqüência do avanço científico.

Embora a Radiestesia ainda não seja cientificamente comprovada, ela não é uma prática mística, pois se alicerça em argumentos lógicos. A Física e a Química vêm ratificando cada vez mais a idéia de que tudo no Cosmos irradia energia, emitida em níveis diferentes por cada elemento. Assim, seguindo este raciocínio, também é possível distinguir a expressão energética de um ser saudável do campo energético de um enfermo. A Radiestesia pode detectar quais os alimentos mais apropriados para cada organismo, onde está um objeto desaparecido, para localizar água, pedras minerais, seres procurados, pessoas que cometeram crimes, e para tantas outras situações que o Homem puder imaginar.

A Radiestesia é uma técnica que está ao alcance de qualquer pessoa, bastando para isso desenvolver esta sensibilidade, inerente a todo ser humano, com muito estudo e a práxis da teoria, pois quem realmente percebe as energias não são os instrumentos utilizados, mas a mente do Homem. Ela capta as ondas de energia e interage com a consciência do radiestesista, por meio de um idioma fixado anteriormente pelo profissional em questão. Ou seja, a fração inconsciente da mente tem a percepção da energia, e para que isso se torne consciente, o cérebro emite sinais pelo sistema nervoso. Estes estímulos é que produzem o movimento do pêndulo.

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