Ácido salicílico

Por Mayara Cardoso
O ácido salicílico é um ácido orgânico, de fórmula química C7H6O3, pertencente ao grupo dos hidroxiácidos (possui uma hidroxila e uma carboxila em sua estrutura), no seu estado puro é sólido, apresenta forma de cristais brancos ou de pó cristalino, inodoro, pouco solúvel em água, mas solúvel em solventes polares e éter. O nome salicílico vem do latim salix, que quer dizer árvore do salgueiro, de onde foi isolado pela primeira vez.

Pode ser produzido a partir da biossíntese da fenilalanina, um tipo de aminoácido. Nos vegetais, o ácido salicílico é um hormônio, geralmente encontrado sob a forma de éter metílico e atua como retardador do envelhecimento natural das flores, processo conhecido como senescência. Também estimula a resistência individual de algumas espécies vegetais.

Esse ácido possui uma série de funções terapêuticas e por isso é largamente utilizado pela indústria farmacêutica. Veja algumas de suas aplicações:

  • Antitérmico (ou antipirético): atua no combate á febre, regulando a temperatura do corpo. Sua descoberta está intimamente relacionada a essa propriedade.
  • Analgésico: capaz de aliviar a dor. Desse grupo fazem parte os salicitos, a aspirina e a salicina, fármacos que têm o ácido salicílico como princípio ativo.
  • Esfoliante (ou queratolítico): atua no controle de hiperqueratoses, enfermidades ocasionadas devido ao excesso de queratina na pele, que por sua vez, se torna mais espessa, apresentando descamações como acne, caspa, dermatite seborreica e psoríase. O peeling de ácido salicílico, por exemplo, é uma técnica bastante utilizada para o tratamento de peles com acne, lesada por efeitos do sol e rugas finas. Também possui propriedades hidratantes.
  • Antibacteriano e antifúngico: tem o poder de prevenir e eliminar contaminações por bactérias e fungos.
  • Antiinflamatório: combate a inflamação dos tecidos e está entre os mais potentes antiinflamatórios disponíveis no mercado.

Embora o ácido salicílico apresente tantas propriedades terapêuticas, foi descoberto que seu uso poderia lesar as paredes do estômago, por causa do seu poder de corrosão. Para solucionar esse problema, a molécula do ácido salicílico ganhou um radical acetil, passando a ser um éster de acetato, o que deu origem ao tão conhecido ácido acetil-salicílico, o AAS. O AAS, se comparado ao ácido salicílico, é menos prejudicial ao estômago, mas também é menos eficaz.

O ácido salicílico puro não pode ser exposto ao ar, por haver riscos de explosão; é incompatível com oxidantes fortes, pode ser absorvido por inalação ou ingestão. Indivíduos alérgicos à aspirina devem evitar o contato com essa substância.

Referências:
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc15/v15a02.pdf
http://saude.hsw.uol.com.br/aspirina1.htm
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/27/acido-acetilsalicilico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ácido_salicílico
http://acordocoletivo.org/2011/11/19/acido-acetilsalicilico/
http://www.espacoestetica.com.br/artigo_beleza/acido2.htm