Ácido Sulfídrico

Por Mayara Lopes Cardoso
O ácido sulfídrico é um produto resultante da solução aquosa de sulfeto de hidrogênio, representado pela fórmula química H2S, encontrado tanto na forma líquida quanto na forma gasosa (nesse caso é chamado de gás sulfídrico), altamente tóxico e inflamável, irritante, queima facilmente produzindo dióxido de enxofre (SO2), dá origem a substâncias explosivas quando misturado com o ar, de odor característico semelhante ao de ovos podres, solúvel em água e álcoois, mais denso que o ar, e muito conhecido como “gás de cano de esgoto”, “gás de ovo podre” e “cru azedo”.

Esse gás pode ser produzido naturalmente pela decomposição de matéria orgânica através da ação bacteriana, ou a partir da redução de sulfatos por microrganismos sulfato-redutores, por meio da degradação de alguns tipos de aminoácidos, dissolução de sulfetos minerais ou, ainda, por atividade industrial. É utilizado na produção de ácido sulfúrico e outros compostos sulfurosos, pesticidas, sulfetos inorgânicos, em vários segmentos da indústria do petróleo como perfuração de poços, produção de óleo e gás, refino e destilação, em análises químicas e como agente redutor em purificações de ácido sulfúrico e ácido clorídrico. Pode ser encontrado em redes de esgoto, em compostos sulfurados de odor desagradável, como o sulfeto de dimetila, em águas termais, localizadas nas proximidades de vulcões.

Intoxicações que envolvem o ácido sulfídrico podem causar perigosos efeitos ao organismo, haja vista que seu grau de letalidade é maior do que a do monóxido de carbono e do ácido cianídrico. Uma das ações mais nocivas do gás é o bloqueio do sistema nervoso e das vias respiratórias (devido à sua volatilidade), impossibilitando o funcionamento dos pulmões, o que mata o indivíduo por asfixia. O nível de intoxicação é classificado em subagudo, agudo e crônico, que varia de acordo com a concentração do gás no ambiente, do tempo de exposição e da própria resistência do organismo exposto. Em geral os sinais decorrentes do contato são irritação dos olhos, danos ao olfato, inconsciência, queda de pressão, tontura, convulsão, delírio, alucinação, entre outros.

Um dos maiores “reservatórios” de ácido sulfídrico é o Rio Tietê na capital paulista. Isso foi comprovado a partir de um teste feito com papel embebido em acetato de chumbo, muito utilizado para detectar H2S. O papel foi exposto nas proximidades do rio durante uma noite, o que foi suficiente para que sua coloração passasse de branca para preta, levando à conclusão de que o meio analisado está amplamente poluído pelo gás.

Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sulfeto_de_hidrogênio
http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_00269.php
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/5758