Gás natural

Graduação em Química (Faculdades Anhanguera, 2016)

O gás natural é um combustível de origem fóssil, extraído diretamente das jazidas de petróleo, podendo estar ou não associado ao petróleo. Encontrado no estado físico gasoso na natureza, é constituído por hidrocarbonetos, dos quais o principal componente é o metano (CH4), com composição química diferenciada de acordo com sua proveniência, podendo conter traços de etano, propano, butano, azoto, ácido sulfídrico, nitrogênio, ácido clorídrico, metanol e gás carbônico, e após receber tratamento adequado nas indústrias petroquímicas de beneficiamento, o gás natural possui aproximadamente de 81 a 97% de metano puro em sua composição. Em sua forma bruta, o gás natural é inodoro e menos denso que o ar atmosférico, porém, após passar por processos de beneficiamento, ele é odorizado a fim de identificar com maior facilidade vazamentos, reduzindo assim, o risco de explosões e acidentes.

Trata-se de um combustível muito versátil, com diversas aplicações sendo uma fonte de energia de suma importância, amplamente utilizado como combustível industrial em fornos, uso para geração de energia em usinas termoelétricas e em usinas de cogeração de energia, como combustível veicular e também como matéria-prima em indústrias petroquímicas.

A produção de gás natural é feita basicamente em seis etapas: exploração, explotação, produção e processamento em campo, beneficiamento, transporte e armazenamento e distribuição. Vamos agora entender melhor como funcionam essas etapas:

  • Exploração: São realizados estudos demográficos com objetivo de verificar a possível ocorrência ou não de gás natural em determinada região.
  • Explotação: Essa etapa consiste na instalação de toda infra-estrutura necessária para a retirada do gás natural através da perfuração de poços.
  • Produção e Processamento em campo: Nesta etapa é feita a separação de possíveis “contaminantes” que não são de interesse na composição do gás natural, como vestígios de petróleo provenientes da extração.
  • Beneficiamento: é feito nas petroquímicas, e nesta etapa retiram-se as frações pesadas e são produzidos os subprodutos originados através do gás natural.
  • Transporte e armazenamento: O transporte é feito através de gasodutos e o armazenamento não é comum no Brasil, somente em países de clima frio, visando formar um estoque para os invernos rigorosos.
  • Distribuição: É feita por todo o país e leva o produto até o consumidor final.
  • Reservas de gás natural: Há diversas reservas de gás natural espalhadas pelo mundo, sendo que a Rússia lidera o podium com a maior reserva de gás natural, com cerca de 25% do total mundial, seguida pelo Irã que possui cerca de 16%. O Brasil possui cerca de 0,20% do gás natural mundial apenas. Apesar desses números, os dois maiores produtores de gás natural são Rússia, Estados Unidos e Canadá, já os maiores consumidores do combustível são Estados Unidos, Rússia e Irã.

No Brasil o gás natural normalmente é encontrado associado ao petróleo e as maiores reservas nacionais encontram-se no mar, nos litorais. Os Estados que dispõem das maiores reservas são Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.

Breve Histórico: A exploração nacional do gás natural teve seu início na década de 40 no Estado da Bahia. Na década de 80, houve a descoberta da Bacia de Campos no Rio de Janeiro, que até hoje é a maior reserva de gás natural do Brasil, e em 1999, houve o início das atividades do gasoduto Brasil – Bolívia, com capacidade de transportar 30 milhões de m3 por dia. Em 2007 houve a descoberta do Campo de Tupi e do Campo de Júpiter em 2008, no pré – sal da bacia de Santos, que podem tornar o país autossuficiente em gás natural.

Leia também:

Referências:

http://www2.aneel.gov.br/arquivos/PDF/atlas_par3_cap6.pdf

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/13850/energia2%20%281%29.pdf?sequence=1&isAllowed=y

http://www.iee.usp.br/sites/default/files/PETRO%20E%20Gu00C1S%20Mu00D3DULO%20I%20IEE%20Fev%202015.pdf

http://abrace.org.br/wp-content/uploads/2015/12/cartilha_gas.pdf

http://www.spq.pt/magazines/BSPQ/573/article/3000571/pdf

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