Precisão e Exatidão na Química Analítica

Por André Luis Silva da Silva
Em alguns casos estes termos possuem o mesmo significado, mas no trabalho de análise química são diferentes e precisam estar acompanhados um do outro. Um método, ou uma análise que não contenha erros sistemáticos é dita exata, isto é, seus resultados refletem perfeitamente o valor real do componente em estudo. Mas para que esta análise seja considerada precisa, é necessário que haja uma repetibilidade de seus resultados. Então, uma análise ou um método será exato e preciso quando seus resultados forem corretos e se repetirem, confirmando a realidade de seus dados.

A Química Analítica é uma ciência aplicada, mas a sua prática somente é capaz de se transformar em um instrumento apropriado na medida em que se fundamenta em um sólido conhecimento de seus princípios. Os métodos clássicos de análise conservam uma grande importância prática. Por outro lado, os modernos métodos instrumentais, com suas características especiais de sensibilidade, seletividade, rapidez na execução e possibilidade de condução automática, expandiram-se muito nos últimos tempos, transformando o seu uso em práticas analíticas correntes.

Uma análise química consiste na completa investigação de uma amostra. A descrição química de um material envolve dois aspectos básicos:

Assim sendo, torna-se de fundamental importância o conhecimento detalhado dos principais métodos laboratoriais qualitativos e quantitativos, fundamentados de forma sólida pelo conhecimento teorizado. Tanto nos aparelhos volumétricos como nos não volumétricos as leituras dos volumes nos traços de aferição da vidraria deve ser realizada de maneira uniformizada, com o aparelho posicionado verticalmente na altura dos olhos. De maneira genérica adota-se a seguinte convenção para as leituras dos volumes:

  • para líquidos incolores ou translúcidos: visualiza-se a formação de dois meniscos na superfície do líquido, mas faz-se a leitura do volume ajustando o menisco inferior ao traço de aferição.
  • para líquidos coloridos ou opacos: visualiza-se apenas um menisco na superfície do líquido, logo a leitura do volume no traço de aferição deverá ser feita por este menisco superior.

Frascos volumétricos, graduados ou calibrados: estes frascos devem ser tratados com muito cuidado, não devem ser aquecidos ou resfriados em temperaturas bruscas, pois o vidro se expande e se contrai lentamente. Estes frascos devem ser mantidos escrupulosamente limpos, mas devem ser secos à temperatura ambiente; jamais deve-se colocá-los em estufas. Soluções coloridas devem ser conservadas nestes frascos pelo menor tempo possível, especialmente se a cor é devido a compostos orgânicos que podem ser adsorvidos pelo vidro. Também não podem ser esquecidas as propriedades do vidro: ele se dissolve em soluções muito alcalinas e age como meio extrator de íons, removendo cátions de soluções, o que é importante no trabalho da análise de traço de substâncias.

Referências:
RUSSELL, John B.; Química Geral vol.1, São Paulo: Pearson Education do Brasil, Makron Books, 1994.
FELTRE, Ricardo; Fundamentos da Química, vol. Único, Ed. Moderna, São Paulo/SP – 1990.
HARRIS, Daniel c.; Análise Química Quantitativa, Ed. LTC, Rio de Janeiro/RJ – 1999.
HUMISTON, Gerard E.; BRADY, James E.; Química Geral, Ed. LTC, Rio de Janeiro/RJ – 2000.