Super bactéria KPC

Por Marina Martinez
O aparecimento ao longo dos anos de bactérias resistentes a antibióticos tem sido uma grande preocupação em várias regiões do mundo. Estas bactérias que podem sofrer mutações e ficarem cada vez mais fortes com a exposição constante aos antibióticos, são verdadeiras ameaças para toda a população mundial e, a super bactéria "KPC" é uma delas.

Super bactéria "KPC" cuja sigla significa (Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase), é um tipo de microorganismo produtor de enzimas (carbapenemases) capazes de inativar os mais potentes antibióticos existentes (penicilinas, cefalosporinas e carbapenemas).

As enzimas carbapenemases estão localizadas em plasmídeos transferíveis (estrutura genética móvel) das Klebsiellas e são capazes de hidrolisar todas as penicilinas, cefalosporinas e cabapenemas. No entanto, a bactéria ainda não possui resistência para os antibióticos colistina, tigeciclina e poliximina B. Ainda, porque certamente a bactéria em contato constante com estes três tipos de antibióticos usados em pessoas infectadas, pode tornar-se resistente também a estes medicamentos, não restando assim, outras opções de tratamento, o que é extremamente preocupante.

Além de toda a sua habilidade em inativar certos antibióticos fortes a bactéria KPC é oportunista, pois ataca pessoas já debilitadas, com doenças crônicas e submetidas a cirurgias. Por isso é encontrada principalmente no ambiente hospitalar, onde possui milhares de vítimas em estados precários para infectar e causar ainda pneumonia, infecções urinárias ou na corrente sanguínea e até mesmo levar a morte dos pacientes.

Para evitar a contaminação de pacientes internados, hospitais de todo o Brasil estão em alerta e com rigorosas medidas de prevenção e controle. Médicos, enfermeiros e outros profissionais da área, antes e após o contato com pacientes desinfetam as mãos com a utilização de sabonetes próprios e uso de álcool. Além disto, o uso de óculos e máscaras também é feito em salas de UTIs. Pessoas que visitam parentes ou conhecidos nos hospitais devem também fazer uma higienização criteriosa das mãos antes e após o contato.

Para evitar o fortalecimento de bactérias multiresistentes, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai elaborar uma norma para diminuir a comercialização indiscriminada de antibióticos. A automedicação de antibióticos é perigosa e somente um médico pode recomendar o seu uso, pois cada bactéria pode ser combatida com um antibiótico específico e na dose certa. Assim, somente será possível comprar antibióticos com receita médica. O médico deverá inclusive emitir duas vias da receita, uma para ficar retida na farmácia e a outra com o paciente.

Fontes:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/kpc-nao-e-mais-mortifera-que-outras-superbacterias
http://www.portalhomecare.com.br/index.php
http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=8493