Mitraísmo

A origem do mitraismo está na figura da divindade Mithra, que significa amizade, aliança ou contrato. Segundo o mito da Antiguidade, Mithra surge de um rochedo e, dele, faz nascer uma fonte. Depois, o Deus firma um acordo com o Sol, inicia uma batalha contra um touro e o mata. A representação desta luta significa, para o mitraismo, a “taurotocnia”, que é a imolação do touro no intuito da renovação dos seres vivos com o sangue do animal.

Um nome importante para a história do mitraismo foi Plutarco, historiador de origem grega. Em suas obras, ele revela a ocorrência de mistérios, que eram cerimônias secretas para iniciados, em torno de Mithra. Ainda de acordo com ele, tais celebrações eram praticadas por piratas da Cilícia. Após terem sido derrotados pelos romanos e aprisionados na Itália, esses piratas continuaram a adorar seu Deus, influenciando a cultura romana, que acabou adotando o culto ao Mithra.

Em Roma, os rituais eram feitos com o consumo de carne animal logo após seu sacrifício. Os interessados em participar do mitraismo passavam por um longo processo de iniciação que consistia em sete etapas. No final do processo, o candidato era batizado nu com o sangue do animal. Entre as provas por que passavam no período de iniciação, havia interrogatórios e testes de resistência em altas e baixas temperaturas.

Muitas figuras históricas eram adeptas do mitraismo como Juliano, Diocleciano e Cômodo, imperadores romanos. Não existem muitos relatos ou provas sobre a doutrina do mitraismo, mas sabe-se que pregavam a retidão, a harmonia, o acordo e o conforto. Além disso, acreditavam na existência após a morte, na qual os homens bons continuariam seus caminhos e os maus morreriam. A celebração do aniversário de Mithra tem data no dia 25 do mês de dezembro, mesmo dia em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo.

Com o passar das gerações, em meados do século III, o mitraismo começa a atrair pessoas das camadas superiores da sociedade romana, chegando ao seu auge nesse período. Porém, no século V o mitraismo é extinto, tendo suas convicções esquecidas ao fim do Império Romano.

Fontes:
HAINCHELIN, Charles. As origens da religião. São Paulo: HEMUS, 1971.
AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
http://consulenzaebraica.forumfree.it/?t=63520889&st=30
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitra_(mitologia)

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