Catástrofes na região Serrana do Rio de Janeiro em 2011

Por Fernando Rebouças
No estado do Rio de Janeiro, cidades como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis sempre foram referências de tranquilidade, conforto e turismo. Em virtude das chuvas que ocorreram com grande intensidade a partir do dia 11 de janeiro de 2011, na região serrana do estado, o Brasil testemunhou a maior tragédia climática na histórica de nosso país.

Até então, a maior tragédia registrada tinha ocorrido em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, quando morreram 436 pessoas. Em janeiro de 2011, nos primeiros dias de tempestades e consequentes  enchentes  e desabamentos, mais de 600 pessoas morreram nos municípios da região serrana do estado do Rio de Janeiro.

As catástrofes também atingiram as cidades de Bom Jardim, Areal, Itaipava, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. Nos primeiros dias de chuvas, a maioria das mortes ocorreram em Nova Friburgo e em Teresópolis.

Além de vidas humanas, essas regiões tiveram perdas materiais como desabamentos de casas, ruas e vilas inteiras; e perdas na infraestrutura de serviços essenciais como abastecimento de água, esgoto, energia elétrica e telefonia. A cidade de Teresópolis era apontada como a responsável por 70 % das hortaliças produzidas no estado do Rio, porém, as chuvas levaram 80% das plantações.

As cidades serranas atingidas pelas chuvas receberam reforço de mais de 200 homens da Força Nacional de Segurança, equipes de limpeza pública, voluntários na área de saúde e resgate. O Exército também enviou cerca de 400 soldados, 6 helicópteros, 30 veículos e equipamentos de apoio.

No dia 14 de janeiro de 2011, a cidade de Teresópolis sofreu com o boato de saques em seu centro comercial, forçando comerciantes a fecharem as portas. No dia 15 de janeiro, a chuva se intensificou mais na cidade de Nova Friburgo, causando novas enchentes e riscos aos moradores da cidade.

Apesar de todos os esforços junto aos governos locais, o governo federal admitiu perante à ONU (Organização das Nações Unidas), que o nosso país, até então, encontra-se despreparado para evitar mortes e mitigar efeitos trágicos em vários municípios do Brasil que possuem proximidade com rios, encostas sem monitoramento ambiental e moradias irregulares.

Em comparação à países como EUA, Canadá e Austrália, onde o volume de chuvas tem sido maior e onde há a ocorrência de tornados e furacões, no Brasil ainda morre-se muito mais em decorrência das enchentes e das chuvas fortes.

No final de 2010, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) já havia alertado sobre a violência de fortes temporais que iriam ocorrer nas primeiras semanas de verão no ano de 2011, no Brasil.

Perante a preocupação da ONU, a partir de 2005, governos de todo o mundo geraram um acordo visando um plano de redução de risco que prevê a geração de melhor resposta e soluções às catástrofes de origem natural. Mas, segundo documento apresentado em 2010, pelo Brasil, a defesa civil brasileira e demais órgãos de socorro encontram-se despreparados para grandes catástrofes.

Fontes:
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27262839
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/numero-de-mortes-por-chuva-chega-548-na-regiao-serrana-do-rj.html
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/