Reações e Rejeições na Transfusão Sanguínea

Por Marcelo Oliveira
Para que a possibilidade de acontecer algum tipo de reação ou rejeição durante uma transfusão sanguínea seja mínima, alguns cuidados devem ser observados por quem irá realizar o procedimento.

O sangue é verificado duas vezes antes de ser transfundido lentamente, com cada unidade de sangue sendo administrada em 2 horas ou mais.

A maioria das reações ocorrem nos primeiros quinze minutos e nesse momento o receptor requer maior atenção. Passado este período, o receptor passa a ser observado por um enfermeiro que o acompanha por cerca de 40 minutos, pois se houver alguma reação negativa, a tranfusão deve ser interrompida imediatamente. Esse tipo de caso, felizmente não acontece na maioria dos procedimentos.

As reações mais comuns são a febre, prurido, erupção cutânea, edema, tontura e cefáleia, e ocorrem em aproximadamente 1 a 2% das transfusões, raramente estas reações tornam-se graves ou fatais.

Alguns sintomas são menos comuns, mas não menos importantes como dificuldades respiratórias, chiados e espasmos musculares.

Para pessoas que já apresentaram algum tipo de reação alérgica em uma transfusão sanguínea, existem tratamentos para que o procedimento seja realizado.

Apesar dos cuidados que cercam a realização de uma transfusão, podem acontecer incompatibilidades que destroem os eritrócitos logo após serem transfundidos. Essa reação é chamada de hemolítica e, geralmente, começa com um mal-estar ou uma ansiedade durante ou após a transfusão. Nesse caso, o individuo apresenta dificuldade respiratória, pressão torácica, rubor e dorsalgia intensa, mas raramente pode torna-se grave ou fatal.

Essa reação pode ser observada com a verificação da hemoglobina, que pode encontrar-se no sangue ou a urina do paciente.

Os indivíduos que têm o organismo com a imunidade abalada pelo uso de drogas ou medicamentos são mais suscetíveis à doenças enxerto-versus-hospedeiro, uma complicação inusual em que os tecidos do receptor são atacados pelos leucócitos do doador. Os sintomas desta doença incluem febre, erupção cutânea, hipotensão arterial, destruição de tecidos e o choque.

Leia também:

Fontes:
Levada, Miriam M. O., Fieri, Walcir J. e Pivesso, Mara Sandra G.. Apontamentos Teóricos de Citologia, Histologia e Embriologia, São Paulo: Catálise Editora, 1996.