Halitose

A halitose, conhecida também por mau hálito ou, popularmente, por bafo, é alteração do hálito que o torna desagradável, podendo ou não significar uma mudança patológica.

Ilustração: Lightspring / Shutterstock.com

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Como o olfato acostuma-se rapidamente a qualquer odor constante, o portador dessa alteração acostuma-se com o próprio hálito, não sendo capaz de identificar o próprio problema.

A halitose significa que o há algum desequilíbrio no organismo. Existem mais de 50 causas e, em aproximadamente 90% dos casos, se manifestam na cavidade oral. Pode ter etiologia fisiológica (hálito após acordar, jejum prolongado, dietas inadequadas, entre outros), razões locais (higiene oral deficiente, placas bacterianas aderidas à língua, conhecida como saburra, e/ou amígdala, baixa produção de saliva, doenças da gengiva) e até mesmo razões sistêmicas (diabetes, problemas renais ou hepáticos, prisão de ventre, entre outros).

Alimentos muito temperados ou que possuem odor forte, também podem ser responsáveis pelo mau hálito, sendo que este pode intensificar-se quando os resíduos alimentares se acumulam nas frestas dos dentes, pois as bactérias que habitam a cavidade oral acabam por proliferar devido a esses resíduos. Como há a fermentação dos resíduos, seus subprodutos resultam no gás sulfeto de hidrogênio, o mesmo gás presente nos ovos podres. Há uma maior proliferação dessas bactérias na parte posterior da língua, gerando um muco esbranquiçado.

Pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Halitose (ABHA) mostraram que é um mito que a halitose tenha origem gástrica. De acordo com essa pesquisa, é raro isso acontecer. Constatou-se também que este engano ainda persiste entre muitos profissionais da área da saúde.

O simples fato da presença de halitose, embora não apresente grandes repercussões clínicas para o indivíduo, pode, na maior parte dos casos, gerar sérios problemas de ordem psicossocial. O mais comum que é relatado pelos portadores desse mal, é a insegurança ao se aproximar das pessoas, por conseguinte, vem a depressão, dificuldade em estabelecer relações amorosas, problemas de relacionamento entre o casal, resistência ao sorriso, ansiedade e, baixo desempenho profissional, quando o contato com outra pessoa se faz necessário.

O diagnóstico é feito com base no histórico clínico do paciente e a observação do mau cheiro característico. A causa da halitose deve ser investigada, tentando excluir a possibilidade de causas fisiológicas e de mau hálito secundário a outras doenças.  Deve ser feito um exame detalhado da cavidade oral, da língua e dos dentes, à procura de sinais de má higienização, gengivites, periodontites, além de saburra lingual.

Atualmente existem técnicas que auxiliam no diagnóstico, como a sialometria, que mede o fluxo salivar, e a halímetria. Esta última, por sua vez, é obtida por meio de um aparelho moderno e portátil que mede, em partículas por bilhão, a quantidade dos compostos sulfurados voláteis, presentes na boca.

Independente da causa da halitose, a higiene bucal é fundamental para o sucesso do tratamento, além da eliminação da sua respectiva causa. Os dentes devem ser escovados sempre após cada refeição. O uso de fio dental, bem como a realização de bochechos com anti-sépticos ajudam a melhorar significativamente o problema.

Deve-se ter cuidado também com a alimentação. Quando se tem tendência a ter mau hálito, deve-se evitar carnes gordurosas, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho, cebola, dando-se preferência ao leite desnatado, ao queijo branco ou ricota, bem como evitar fumo e bebidas alcoólicas.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Halitose
http://www.steticlin.com.br/halitose.asp
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4506&ReturnCatID=1779
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2391/mau-halito-halitose
http://www.copacabanarunners.net/mau-halito.html
http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/160halitose.html

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