Hiperêmese Gravídica

Por Débora Carvalho Meldau
A hiperêmese gravídica (HG) consiste no quadro clínico caracterizado pela presença de náuseas e vômitos (êmese) que ocorre principalmente, mas não exclusivamente, no primeiro trimestre gestacional.

Quando as náuseas e vômitos são frequentes e persistentes, podem progredir até levar a distúrbios nutricionais e metabólicos, como redução de peso, desidratação e cetonúria.

Não se pode confundir a chamada doença da manhã com a hiperêmese gravídica. A primeira é experimentada por aproximadamente 70-80% das gestantes, enquanto que a segunda, que não é muito comum, trata-se do caso extremo da primeira.

Não se sabe ao certo a causa da HG. Acredita-se que ela resulte de um conjunto de fatores, como:

  • Resposta anormal à gonadotrofina coriônica humana;
  • Citotoxinas, sintetizadas a partir de substâncias encontradas nas vilosidades coriônicas, que alcançam a corrente sanguínea;
  • Deficiência de vitamina B6;
  • Reação gastrointestinal de etiologia psicossomática.

Pesquisas recentes têm evidenciado um maior envolvimento genético, sendo que filhas de mães com HG apresentam três vezes mais chances de desenvolver esta condição. Características de etnia aparentemente também apresentam um peso considerável, uma vez que mulheres ocidentais têm mais HG do que as asiáticas e africanas.

A sintomatologia envolve, além dos sintomas citados anteriormente (náuseas, êmese, perda de peso e desequilíbrios metabólico e nutricional), alteração do paladar, sensibilidade do cérebro ao movimento, saída mais lenta dos alimentos do estômago, estresse físico e emocional da gestação no corpo, hemorragia subconjuntivial, dificuldade na realização das atividades rotineiras e alucinações. Muitas mulheres também podem apresentar intolerância a odores, além de hipersalivação.

Quando a HG não for tratada de forma adequada, a gestante pode desenvolver insuficiência renal, mielinólise pontina central, coagulopatia, atrofia, síndrome de Mallory-Weiss, icterícia, desnutrição, encefalopatia de Wernicke, pneumomediastino, rabdomiólise, dentre outras complicações.

Não só as mulheres sofrem com as consequências da HG, mas o feto também. Quando a gestante ganha menos de 7 kg durante o período gestacional, o concepto pode nascer menor e com peso reduzido para a idade gestacional, além de poder nascer antes do período ideal.

O diagnóstico da HG é alcançado através do quadro clínico apresentado pela paciente.

Em decorrência da possibilidade de desidratação severa, bem como outras complicações, a HG é tratada como uma emergência médica. O tratamento desta condição inclui o uso de antieméticos e reidratação intravenosa. Caso de gestantes que não respondem às formas terapêuticas anteriores devem receber um suporte nutricional.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiper%C3%AAmese_grav%C3%ADdica
http://www.gestantes.net/hiperemese-gravidica/
http://brasil.babycenter.com/pregnancy/complicacoes/hiperemese/
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1891-10566,00.html
http://www.consultormedico.com/consultar-doencas/outras/hiperemese-gravidica.html