Nutrição Enteral

Por Débora Carvalho Meldau
A nutrição enteral (NE) refere-se a todo e qualquer alimento com finalidades especiais, como ingestão controlada de nutrientes, isoladamente ou em associação, de composição definida ou estimada, exclusivamente elaborada e formulada para ser administrada por meio de sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente, visando substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, de acordo com as suas necessidades nutricionais, em ambiente hospitalar, domiciliar ou ambulatorial, objetivando a produção ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas do organismo.

Todos os indivíduos que estão com o trato gastrointestinal íntegro ou que se encontram com suas funções parcialmente preservadas, com redução do apetite ao ponto de não consumirem os nutrientes mínimo necessários para o funcionamento adequado do organismo, ou então, aqueles que estão impossibilitados de se alimentarem através da via oral, devem receber NE.

Dentre as indicações de NE estão:

  • Doenças desmielinizantes;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Anorexia nervosa;
  • Câncer;
  • Coma ou estado confuncional;
  • Perfuração traumática do esôfago;
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Síndrome do intestino curto;
  • Fístulas digestivas;
  • Aumento do requerimento nutricional devido a graves queimaduras;
  • Broncoaspiração recorrente em pacientes com problemas de deglutição;
  • Náuseas e vômitos em pacientes com gastroparesia ou obstrução do estômago ou do intestino delgado proximal;
  • Desordens que requerem administrações especiais, como quilotórax, pancreatite aguda, insuficiência hepática, insuficiência renal, doença de Crohn em atividade, dentre outras.

A NE é feita por meio de uma sonda que chega diretamente ao estômago ou intestino delgado e pode ter diferentes vias de acesso, como:

  • Nasogástrica;
  • Nasoentérica;
  • Faringostomia;
  • Gastrostomia;
  • Jejunostomia.

A forma de escolha da via de acesso fica na dependência de fatores como a duração prevista da NE, o nível de chances de aspiração ou deslocamento da sonda, a presença ou ausência de ingestão e absorção anormais, se há previsão ou não para uma intervenção cirúrgica e também viscosidade e volume da fórmula.

Embora sejam incomuns, complicações podem surgir, como:

  • Obstrução da sonda;
  • Saída ou migração acidental da sonda;
  • Lesões nasais, necrose ou surgimento de abscesso no septo nasal;
  • Esofagite, úlceras esofágicas e estenose;
  • Sinusite;
  • Rouquidão;
  • Ruptura de vasos no esôfago;
  • Fístula traqueoesofágica;
  • Complicações pulmonares.

Leia também:

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o_enteral
http://www.nuteral.com/sala_imprensa/artigostecnicos_padrao.asp?matr=18
http://www.nutrionco.com.br/default.asp?site_Acao=mostraPagina&paginaId=20

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