Transfusão de Sangue

Por Marcelo Oliveira
Podemos chamar de transfusão de sangue a transferência de sangue ou de um hemocomponente de um doador para um receptor. Esse é um procedimento realizado com o intuito de aumentar a capacidade do sangue de transportar o oxigênio, restaurar os níveis de sangue no organismo, melhorar a imunidade ou corrigir distúrbio da coagulação sanguínea.

A transfusão de um hemocomponente é escolhida sempre que possível, porque ela supre a necessidade específica do paciente, é mais segura e evita o desperdício dos demais.

Um hemocomponente pode ser:

A coleta, o armazenamento e o transporte do sangue são regulamentados por autoridades federais e locais, bem como algumas instituições possuem suas próprias normas adicionais.

Por isso os doadores são examinados para se constatar boas condições de saúde. São verificados pulso, pressão arterial, temperatura e, através de uma exame, a existência ou não de anemia.

Um doador pode ser desqualificado permanentemente caso se constate hepatite, cardiopatia, alguns tipos de câncer, asma grave, malária, distúrbios hemorrágicos, AIDS, entre outras doenças.

Já em constatação de gravidez, cirurgias de grande porte recente, hipertensão mal controlada, hipotensão, uso de drogas ou determinados medicamentos e anemia, o doador será temporariamente desqualificado.

Por ser um potencial instrumento de contágio, o sangue do doador passa por uma investigação rigorosa que faz uma varredura à procura de hepatites virais, Aids, sífilis e outros vírus selecionados.

Todo o processo de doação sanguínea dura aproximadamente uma hora, sendo que a doação propriamente dita demora cera de 10 minutos e, com exceção da sensação de picada, é indolor.

O sangue doado, aproximadamente 450ml é vedado em bolsas plásticas conservantes que possuem um composto anticoagulante. Esse sangue é refrigerado e pode ser usado em até 42 dias e, em circunstâncias especiais, os eritrócitos podem ser congelados e armazenador por até 10 anos. Devido ao fato de que a incompatibilidade entre o sangue do doador e do receptor, é feita uma classificação por tipo sanguíneo (A, AB, B ou O) e por RH ( positivo e negativo).

Como precaução, antes do início de uma transfusão, é misturada uma gota do sangue do doador com uma gota do sangue do receptor para assegurar a compatibilidade.

Existe uma transfusão em que o doador também é o receptor. Esse tipo de procedimento da-se o nome de “transfusão autóloga”. Considerada a forma mais segura, a transfusão autóloga pode ser feita por intermédio de duas possibilidades de coleta do sangue:

  • Na primeira o doador faz a coleta um mês antes da cirurgia que poderá acarretar a necessidade de transfusão.
  • Na segunda o sangue é coletado a partir de uma sangramento ou oriundo de um procedimento cirúrgico.

Para reduzir a possibilidade de alguma reação durante a transfusão, o profissional da saúde deve tomar precauções. As reações mais comuns são a febre e a hipersensibilidade, e pode acontecer entre 1 a 2% do total de transfusões realizadas.

Leia também:

Fonte:
Levada, Miriam M. O., Fieri, Walcir J. e Pivesso, Mara Sandra G.. Apontamentos Teóricos de Citologia, Histologia e Embriologia, São Paulo: Catálise Editora, 1996.
http://www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/actioncuriosidades.do?acao=curiosidadeI
http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec14_153.html
http://mundoestranho.abril.com.br/saude/pergunta_287856.shtml