Sinapse Elétrica

Por Marcelo Oliveira
Os neurônios são formados por três partes: o corpo celular, o axônio e os dendritos. Um impulso nervoso é transmitido pelo neurônio axônio através de sinapses, uma região de contato entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células, que podem ser tanto outros neurônios como células sensoriais, musculares ou glandulares.

Uma sinapse é formada pela terminação pré-sináptica, fenda sináptica, e a membrana pós-sináptica, sendo responsável pelo processamento da informação pelo sistema nervoso, podendo ser, dependendo do processo de transmissão destes sinais, químicas ou elétricas. Nas sinapses elétricas, as correntes iônicas passam diretamente pelas junções comunicantes até chegarem às outras células, enquanto que nas sinapses químicas a transmissão ocorre através de neurotransmissores.

As sinapses elétricas fazem a propagação elétrica entre as células através de canais que interligam as mesmas, com um retardo nulo na transmissão. Fisiologicamente, essas sinapses atuam na atividade sincronizada de grupos de neurônios, células musculares lisas ou cardíacas. Esses canais têm uma condutância que varia de acordo com o tipo de proteína constitutiva, por onde passam solutos de baixo peso molecular que irão levar os sinais de uma célula à outra.

Os canais são formados por conexinas, proteínas de 4 alças transmembrânicas, com as terminações N e C no citosol; sendo que seis destas conexinas formam um conexon. São os conexons destas células vizinhas que, ao se unirem, formam estes canai de transmissão.

Modulados por variações químicas cuja elevação nas concentrações de Ca e H reduzem a probabilidade de abertura, estes canais podem ainda serem controlados pela voltagem das células, o que torna a conexão unidirecional.

Por terem este contato íntimo entre as células através de junções abertas, a sinapse elétrica permite o fluxo livre de íons em uma transmissão muito mais rápida do que a que ocorre na sinapse química, além de não poder ser bloqueada.

O retardo nulo, uma bidirecionalidade, efeito excitatório e uma curta duração fazem com que uma sinapse elétrica transmita o impulso nervoso de uma célula à outra quase que instantaneamente. Enquanto que nas sinapses químicas, esse impulso terá de atingir as extremidades do axônio da célula pré-sináptica, para então ocorrer a liberação de substâncias químicas nos espaços sinápticos, e assim os neurotransmissores se combinem com receptores presentes na membrana das células pós-sinápticas para então transmitir o impulso nervoso.

As sinapses elétricas ocorrem em músculos lisos e cardíacos, onde a contração ocorre por um todo e em todos os sentidos.

Fontes:
http:// www.fisiologia.kit.net/fisio/pa/2.htm
http:// fisio.icb.usp.br/~cassola/medicina_05/Sinapses_roteiro.html
http://ww.ced.ufsc.br/men5185/trabalhos/05_eletrofisiologia/neuronios_sinapses.htm
http://www.webciencia.com/11_29nervoso.htm
http://saude.hsw.uol.com.br/cerebro2.htm
ttp://saude.hsw.uol.com.br/cerebro1.htm

Levada, Miriam M. O., Fieri, Walcir J. e Pivesso, Mara Sandra G.. Apontamentos Teóricos de Citologia, Histologia e Embriologia, São Paulo: Catálise  Editora, 1996.

Guyton, Arthur C. e Hall, John E.. Tratado de Fisiologia Médica, Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

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