Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação para o Livro do Cego no Brasil, em 1991 batizada como Fundação Dorina Nowill para Cegos, em homenagem a sua criadora, nasceu em 1946. Desde então ela tem como missão incluir socialmente todos que sejam visualmente deficientes, através de programas educacionais e culturais, especialmente no setor literário, com a elaboração de obras em Braille, livros e revistas falados e produções acadêmicas compostas na forma Digital Acessível.

Todos estes produtos são dispensados sem nenhum custo aos portadores de problemas visuais e também para inúmeros estabelecimentos escolares, bibliotecas e outras instituições brasileiras. A Fundação também proporciona projetos gratuitos de amparo especializado aos cegos e seus familiares, tanto nas esferas de análise e diagnose, quanto nos campos da formação especial, da regeneração e da inserção profissional.

Para implementar estes objetivos a instituição recebeu do Estado todo suporte e auxílio financeiros, e da Fundação Americana para Cegos ela acolheu a tecnologia de que carecia. Hoje a Fundação ostenta uma mídia em Braille bem atual, envia livros para aproximadamente 800 estabelecimentos escolares, bem como para organizações que auxiliam deficientes visuais, além de atenderem três mil pessoas cegas. No programa ‘Livro Falado’ vários voluntários registram obras literárias em vídeo e áudio.

A pedagoga Dorina de Gouvêa Nowill, sua fundadora, nasceu na cidade de São Paulo em 1919 e aos 17 anos perdeu a visão, por conta de uma enfermidade nos olhos. Mas a cegueira não a levou ao desfalecimento de seus propósitos; jovem brilhante, ela optou por prosseguir em sua educação; o problema é que, então, os cegos não tinham a oportunidade de acessar a cultura e o conhecimento, pois não existiam livros especialmente compostos para os deficientes visuais.

Esta carência fez com que Dorina e algumas amigas instituíssem a Fundação para o Livro do Cego no Brasil. A futura professora foi a primeira estudante com deficiência visual a ingressar em uma escola convencional na cidade de São Paulo. Seus esforços permitiram que a educação para pessoas cegas fosse finalmente transformada em uma tarefa governamental.

Em 1953, no estado de São Paulo, e em 1961, na capital do país, o direito do cego à educação foi garantido por regulamentação legal. De 1961 a 1973 Dorina geriu a primeira instituição de caráter nacional para cegos em solo brasileiro, estabelecido pelo Ministério da Educação, Cultura e Desportos.

A eminente pedagoga concretizou em todo o país projetos que introduziram por todas as partes préstimos dirigidos particularmente a pessoas com deficiência visual, e também campanhas que visavam prevenir a ocorrência da cegueira. Ela presidiu a Fundação Dorina Nowill para Cegos desde 1951 e, até sua morte, no dia 29 de agosto de 2010, aos 91 anos, figurou como Presidente Emérita e Vitalícia desta organização.

Fontes:
http://www.fundacaodorina.org.br/FDNC/dorina.html
http://www.fundacaodorina.org.br/FDNC/Quem_Somos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundação_Dorina_Nowill
http://www.dgabc.com.br/News/5828392/morre-a-pedagoga-dorina-nowill.aspx

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