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Poder da Indústria Cultural

No século XX, escolas de pensamento crítico iniciaram um processo de interrogação a respeito das conseqüências que os novos meios de comunicação poderiam inferir na sociedade. Havia a desconfiança que o surgimento do cinema, rádio e televisão pudessem enfraquecer a democracia e o livre pensar do ser humano.

Os filósofos da escola de Frankfurt, exilados nos EUA, durante a Segunda Guerra, criticam a transformação cultural norte-americana e , na década de 60, o grupo de Birmingham funda os “cultural studies”. O Instituto de Pesquisa Social, afiliado à Universidade de Frank Furt, tinha inspirações maxistas e o engajamento da crítica política sobre os dois partidos operários alemães.

O Instituto sobrevive aos tempos de Hitler graças ao financiamento de empresários judeus. Theodor Adorno, musiólogo e filósofo, é convidado a elaborar pesquisas no Instituto sobre os efeitos culturais do programas de rádio. Adorno inicia criticando o estatuto da música que integrava a arte musical ao sistema industrial. Em parceria com Max Horkheimer, nos anos 40, cria o conceito de indústria cultural contemporânea.

A produção cultural, em seus estudos, é vista como formadora de mercadorias. Produtos culturais como filmes, programas de rádio e revistas seriam comparados em seus processos de produção ao ritmo de produção no planejamento e concepção de um automóvel em série. A indústria cultural forneceria bens padronizados simplesmente para satisfazer a diversos níveis de demanda por cultura e entretenimento.


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