Institucionalismo

Mestrado em História (UFJF, 2013)
Graduação em História (UFJF, 2010)

Institucionalismo é o enfoque dado pelas Ciências Sociais para explicação da sociedade através de suas instituições.

O estudo das sociedades pode ser feito através de diferentes abordagens. Uma delas conta com a adesão de muitos intelectuais e é utilizada há muito tempo para compreensão e explicação das interações que ocorrem entre os indivíduos. Essa explicação tem como foco a ação e influência de instituições formais e informais na vida humana. Nesse contexto, as instituições políticas ganham expressivo destaque, com ênfase para o papel do Estado. Os historiadores dedicados ao estudo das instituições analisam sua evolução desde as clássicas pólis gregas até o modelo de Estado atual. Como as instituições são grandes produtoras de documentação, fornecem vasto material para pesquisa empírica.

O Institucionalismo é uma escola historiográfica que se opõe ao materialismo histórico por justamente colocar as instituições em evidência, ao invés das classes sociais. Todavia, o Institucionalismo não se restringe ao estudo histórico, ele é aplicado com muita relevância nas análises econômicas e de direito. A escola econômica de pensamento institucionalista se desenvolveu principalmente nos Estados Unidos rebatendo argumentos da escola neoclássica sobre a noção de utilidade marginal e sobre a existência de um equilíbrio natural da economia. Já na área jurídica, o Institucionalismo é uma corrente desenvolvida na França e na Itália.

De modo geral, o institucionalismo é uma importante ferramenta para estudo e compreensão da sociedade, pois o funcionamento e a efetividade de suas instituições permitem entender uma série de funções sociais, políticas, econômicas e culturais através das quais se regula o comportamento do indivíduo. No entanto, o desenvolvimento dos estudos institucionais tem gerado novas abordagens sobre o tema e ao que hoje vigora dá-se o nome de Neoinstitucionalismo. As novas concepções sobre o tema surgiram no decorrer das décadas de 1970 e 1980 em resposta a supostas crises de abordagem do Institucionalismo. Enriqueceram o debate os enfoques racionalistas e formalistas que negavam os aspectos históricos e sociológicos em que se baseavam as teorias tradicionais para explicação da ação social.

Fontes:
http://www.scielo.br/pdf/ln/n58/a10n58.pdf
http://www.revispsi.uerj.br/v7n1/artigos/pdf/v7n1a02.pdf
http://pensamentoplural.ufpel.edu.br/edicoes/10/04.pdf

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