Lutas sociais no Chile

Em 1970 foi eleito o presidente Salvador Allende, da unidade popular, composta pela aliança dos socialistas e comunistas, que substituiu Eduardo Frei, do partido Democratico Cristão. Sendo desencadeada por uma sucessão de lutas populares no país, sua vitória foi uma elaborada política de união das forças de esquerda.

A partir de então, houve uma mobilização social que provocou invasão de terras e ocupação de fábricas. Com tais conflitos, as forças conservadoras foram movidas a se rearticularem para sabotar a atuação dos revoltosos. Tais conflitos, naturalmente, causaram grande instabilidade econômica no país.

Enquanto isso, os EUA, que eram contrários a regimes socialistas no continente americano, sentiram-se desafiados devido à nacionalização de empresas americanas que atuavam no Chile e reagiram custeando as campanhas que desestabilizaram o governo, fortalecendo o intento golpista das forças armadas chilenas. De 1970 a 1973, as forças armadas chilenas, sob comando de Augusto Pinochet, bombardearam a sede do governo, levando o presidente Allende a resistir até a morte.

Pinochet assume, pois, o governo e estabelece uma das ditaduras mais violentas da América Latina. Na década de 80, as pressões populares e internacionais cresceram em busca da democratização do país. No início de 1990 houve eleições presidenciais com o objetivo de uma transição pacífica da ditadura para a democracia. Patrício Aylwin Zocar assumiu a presidência e Augusto Pinochet permaneceu no comando do exército chileno.

Em 1994, Eduardo Frei assume novamente a presidência do país e em 1995, devido a uma grande crise política, foi determinada a prisão dos chefes da polícia secreta da ditadura. O país teve um crescimento em ritmo acelerado e continuou na mesma situação nos governos pós-Pinochet.

Tais avanços fizeram do Chile um país de referência, sendo citado como exemplo de sucesso na economia capitalista globalizada. A inflação do país foi de 285 ao ano, em 1990, para 8,3%, em 1994. O PIB cresceu em 6%, mas um terço dos chilenos ainda continua vivendo em estado de pobreza.

Fontes:
http://www.ifch.unicamp.br/cemarx/coloquio/Docs/gt5/Mesa1/lutas-sociais-e-movimentos-populares-na-america-latina.pdf
http://lasa.international.pitt.edu/members/congress-papers/lasa2009/files/AlmeidaLucioFlavio.pdf
http://www.pucsp.br/neils/downloads/v17_18_lucio.pdf
http://contextopolitico.blogspot.com.br/2008/12/amrica-latina-e-as-lutas-sociais-na.html
http://www.loginlatino.com/2011/06/descubra-america-latina-e-suas-lutas_03.html

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