Lutas sociais no México

Os países da América Latina, apesar de serem independentes desde o século XIX, ainda mantiveram-se dependentes de países capitalistas como a Inglaterra e os EUA.

Internamente, todas as forças políticas e sociais estavam unidas em busca da democracia, da autonomia, da reformulação das estruturas políticas da época, e resolveram confrontar-se com os grandes centros capitalistas, resultando em movimentos reformistas, ditaduras militares, movimentos revolucionários e guerrilheiros.

Assim, diante desta realidade sócio-política, surgiram muitas lutas sociais. Falaremos aqui de algumas delas, abordando os principais locais que foram palco de tais confrontos. Um exemplo disso foi o México, que após Agustín Itúbide, em 1821, declarou sua independência e passou a viver um período de instabilidade política, sob a formação de ditaduras e de dependência econômica. Em 1848, após a guerra contra os EUA, a situalção foi agravada e o país perdeu quase todo o seu território, e recebeu diversas invasões de estrangeiros tentando se instalar em suas terras.

A ditatura se instalou, os latifundiários cresceram, os recursos minerais foram explorados e o povo se concentrou nas áreas rurais, dependendo dos grandes senhores para sobreviverem. O quadro se agravou e a população insatisfeita movimentou greves operárias nas cidades e revoltas no campo. Somente em 1911 o ditador, Porfírio Dias, foi deposto. Em 1917 foi promulgada a nova constituição do país, mas a tão sonhada reforma agrária que motivou a revolução de 1910 não havia sido realizada, permanecendo desta forma até a década de 30 quando o presidente Lázaro Cárdenas, motivado pelas manifestações nacionalistas, expropriou terras e companhias estrangeiras e nacionalizou o petróleo, estimulando a formação de sindicatos camponeses. Este mesmo partido controlou o país até até a década de 90.

Durante estas décadas, o latifúndio voltou a dominar a estrutura agrária do país, levando-o à beira do colapso econômico. Com a imensa dívida externa e a inflação crescendo a cada dia, o presidente Andres Salinas de Gortari tentou acordos internacionais especialmente com os EUA. O país foi integrado ao Nafta (Acordo Norte-Americano de Livre Comércio) em 1994, e pode até comemorar sua “passagem” para o mundo desenvolvido.

Este aparente progresso, porém, foi ofuscado pelo exército de libertação nacional, que tomou várias cidades exigindo “pão, saúde, educação, autonomia e paz”. O governo e os camponeses enfrentaram-se e fizeram acordos sucessivos, o que causou grande tribulação durante a campanha presidencial de 1994, quando foram assassinados dois membros do partido do governo: Luis Donaldo, candidato que estava à frente das pesquisas e José Francisco Massieu, secretário do partido.

Em meio aos escândalos causados pelos assassinatos e pela corrupção no país, a economia caiu novamente na instabilidade. Em 1995 os escândalos só cresceram e questões sociais como o desemprego, a instabilidade financeira, o desequilíbrio do partido revolucionário, etc, fizeram o país entrar em caos econômico, fazendo-o precisar novamente da ajuda dos EUA.

O presidente da época culpava o antecessor pela crise, e as soluções para a economia não surgiram e acabaram por não resolver os problemas do país.

Fontes:
http://www.ifch.unicamp.br/cemarx/coloquio/Docs/gt5/Mesa1/lutas-sociais-e-movimentos-populares-na-america-latina.pdf
http://lasa.international.pitt.edu/members/congress-papers/lasa2009/files/AlmeidaLucioFlavio.pdf
http://www.pucsp.br/neils/downloads/v17_18_lucio.pdf
http://contextopolitico.blogspot.com.br/2008/12/amrica-latina-e-as-lutas-sociais-na.html
http://www.loginlatino.com/2011/06/descubra-america-latina-e-suas-lutas_03.html

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