Positivismo no Brasil

Por Fernando Rebouças
O positivismo de Augusto Comte encontra aceitação no Brasil, em teses de doutoramento da Escola de Medicina e da Escola Militar. A partir de 1870, o positivismo passa a influenciar na discussão política, principalmente entre os militares.

Os religiosos, representados por Miguel Lemos e Teixeira Mendes, fundam a primeira Igreja Positivista do Brasil, no Rio de Janeiro. Os heterodoxos, como Luís Pereira Barreto, Alberto Sales e Benjamin Constant aceitaram somente a parte filosófica científica de Augusto Comte.

No Rio Grande do Sul, na liderança de Júlio de Castilhos, houve um positivismo político que determinou a atitude política de militares e civis da pequena burguesia no Sul e em outros estados do país. Os positivistas brasileiros participaram do movimento pela Proclamação da República, em 1889, e na Constituição de 1891, tanto que a bandeira brasileira passou a expressar o lema positivista “Ordem e Progresso”.

A palavra positivista designa uma teoria que exclui toda negação e doutrina contraditória, afirma somente o positivo segundo o que é percebido pelos sentidos. Não é somente uma teoria de ciência, e considera o progresso como uma lei da história da humanidade.