Teoria do Espetáculo

Por Fernando Rebouças
“O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, midiatizadas por imagens”. Esta afirmação partiu dos estudos de Guy Debord, publicada em 1967, no livro “La société du spetacle” (A sociedade do espetáculo).

Guy Debord faleceu em 1994; em 1957, foi um dos fundadores da Internacional situacionista, em atividade em importantes países da Europa como França, Alemanha, Inglaterra e Itália. Em 1968, foi considerado um dos símbolos da contestação que vivia o mundo.

Segundo o autor: “O espetáculo não pode ser compreendido como abuso de um mundo da visão, produto das técnicas de difusão massiva das imagens. É em vez disso um “Weltranschauung” que se tornou efetivo, materialmente traduzida. É uma visão do mundo que se objetivou.”

Segundo Debord, uma nação subjuga a outra não somente pelo seu poder econômico, mas através de um processo espetacularizante que se impregna nas relações sociais. O autor também elucidou estudos sobre a banalização:

“O movimento de banalização que, sob a coberta das diversões tantalizantes do espetáculo, domina mundialmente a sociedade moderna, domina-a também em cada um dos pontos nos quais o consumo contínuo de mercadorias multiplicou em aparência os papeias e objetos a escolher.

(...) A aceitação pacífica do que exixte pode-se somar a revolta puramente espetacular”. Segundo Debord, a insatisfação é mercadoria da oferta de abundância, nas condições econômicas avançadas de um mundo moderno.