Por Fernando Rebouças |
Guy Debord faleceu em 1994; em 1957, foi um dos fundadores da Internacional situacionista, em atividade em importantes países da Europa como França, Alemanha, Inglaterra e Itália. Em 1968, foi considerado um dos símbolos da contestação que vivia o mundo.
Segundo o autor: “O espetáculo não pode ser compreendido como abuso de um mundo da visão, produto das técnicas de difusão massiva das imagens. É em vez disso um “Weltranschauung” que se tornou efetivo, materialmente traduzida. É uma visão do mundo que se objetivou.”
Segundo Debord, uma nação subjuga a outra não somente pelo seu poder econômico, mas através de um processo espetacularizante que se impregna nas relações sociais. O autor também elucidou estudos sobre a banalização:
“O movimento de banalização que, sob a coberta das diversões tantalizantes do espetáculo, domina mundialmente a sociedade moderna, domina-a também em cada um dos pontos nos quais o consumo contínuo de mercadorias multiplicou em aparência os papeias e objetos a escolher.
(...) A aceitação pacífica do que exixte pode-se somar a revolta puramente espetacular”. Segundo Debord, a insatisfação é mercadoria da oferta de abundância, nas condições econômicas avançadas de um mundo moderno.
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