Vaudeville

Entre os anos de 1880 e 1930, o gênero vaudeville predominou como forma de entretenimento no Canadá e nos EUA. Era um tipo de espetáculo de variedades, no qual se encontravam apresentações de diversos tipos como circos de horrores, músicos e cantores populares, literatura grotesca e museus baratos. Com todos estes chamativos, o vaudeville tornou-se um dos tipos de empreendimentos mais procurados na América do Norte naquela época.

A série de números começava, geralmente, quando anoitecia. Outra característica é que não havia nenhuma espécie de ligação entre as apresentações, exceto a de disputarem a atenção e o dinheiro do público. As atrações eram variadas e contavam com dançarinos, animais, comediantes, acrobatas, atletas, ilusionistas e ciganos.

Embora tenha feito imenso sucesso na América, o vaudeville também existia na Europa, onde era conhecido pelo nome de teatro de variedades. As origens deste tipo de apresentação remetem a uma forma de espetáculo de teatro existente na França desde o início do século XVIII, no qual eram misturados elementos da pantomima com trechos de musicais.

A maioria dos apreciadores do vaudeville, principalmente nos EUA, eram homens, pois os números tinham características indecentes e rudes. Além disso, este tipo de apresentação era realizado dentro de casas noturnas ou bares, ambientes impróprios para a família.

Um nome de extrema importância para o vaudeville foi o de Tony Pastor, que apresentou os primeiros espetáculos deste tipo e, no ano de 1881, manteve um estabelecimento para shows dessa categoria na cidade de Nova York. Com a grande aceitação do público americano, esta forma de entretenimento começa a se espalhar pelos EUA e, aos poucos, vai mudando seu conceito bizarro e grosseiro para uma forma mais ligada às famílias.

No cinema, o vaudeville pode ser conferido em filmes como “Freaks”, do diretor Tod Browning, no qual é apresentada uma trupe de artistas com deformações genéticas e seu convívio com chefes que os exploram. Outro exemplo é o longa-metragem de David Lynch, Homem-Elefante, que apresenta a difícil vida de John Merrick, um homem com uma doença genética que era usado como atração em circos de horror.

Com o desenvolvimento da tecnologia e surgimento de aparelhos como o rádio e a televisão, o vaudeville começou a ser esquecido pelo público e, aos poucos, acabou desaparecendo do circuito. Entre outros fatores, a Grande Depressão de 1929 também é citada como motivo para o fim do vaudeville.

Fontes:
http://travsd.wordpress.com/2011/07/12/stars-of-vaudeville-334-todd-browning/
http://lazer.hsw.uol.com.br/vaudeville.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaudeville
http://www.cinemaclassico.com/index.php?option=com_content&view=article&id=573:tod-browning&catid=40:eles&Itemid=71

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