Biologia Sintética

Por Fernando Rebouças
A biologia sintética é uma área que trabalha na pesquisa e integração de vários componentes vitais por meio do conhecimento de diversas disciplinas como a biologia, a informática e a engenharia para a projeção e construção de novas funções e sistemas biológicos gerados em laboratórios.

O objetivo da biologia sintética é criar formas de vida artificiais a partir de elementos naturais para atingir a forma e estrutura química planejada. Propicia criar ou recriar elementos celulares e organismos vivos a partir de moléculas e do DNA, ampliando a aplicação de DNA artificial ou a combinação do mesmo.

A biologia sintética derruba as fronteiras entre o vivo natural e o tecnológico manipulável. É uma área que abrange biologia, química, física, matemática, engenharia, biotecnologia e informática. O fator positivo é a criação de novas vacinas, novas fontes energéticas e aplicações na economia biotecnológica.

A enzima de restrição e suas aplicações aos problemas da genética molecular foi descoberta por Werner Arber, Daniel Nathans e Hamilthon O. Smith, pesquisadores que receberam o prêmio Nobel de Medicina de 1978.

O trabalho deles permitiria a partir de então  a construção de moléculas e de DNA por meio de recombinação e análises de genes individualmente. A descoberta ampliou a porta de entrada para a “nova era da biologia sintética” pela qual, os genes, além de estudados e analisados, podem ser manipulados e recombinados.

Em 2010, a J. Craig Venter Institute anunciou a criação em laboratório de uma célula sintética, uma célula bacteriana controlada por um genoma artificial. A biologia sintética utilizada de forma positiva poderá gerar grandes soluções para a saúde humana, ambiental, para a economia e até mesmo para a corrida espacial. Se usada negativamente, como na construção de vírus malignos, representará uma fonte de um mal desastroso na humanidade.

A biologia sintética representa ser a próxima fronteira tecnológica da humanidade, as pesquisas nesse setor estão tendo seus custos barateados na manipulação de genes de qualquer organismo. É uma área que permite a obtenção de um novo código genético para a fabricação de um novo DNA para a programação de organismos vivos.

É um setor de pesquisas que desperta grande interesse de empresas transnacionais que atuam na produção de sementes, alimentos, petróleo, monocultivos florestais, celulose e produtos farmacêuticos. Significa uma nova plataforma tecnológica para o bem (saúde, setor industrial, recuperação do meio ambiente) e para o mal ( criação de armas biológicas, geração de novas doenças, e excesso de aplicação na natureza).

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia_sintética
http://resistir.info/varios/biologia_sintetica.html
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4550597,00.html
http://www.inovacao.unicamp.br/report/leituras/index.php?cod=527