Fuga de cérebros

Por Emerson Santiago
A expressão “fuga de cérebros” faz referência aos profissionais especializados em áreas do mercado de trabalho dotados de um alto conhecimento em seu campo profissional, e que migram de países pobres ou com poucas oportunidades laborais para centros mais desenvolvidos que carecem de suas habilidades.

Aqueles mais especializados em suas áreas, são assim, atraídos por trabalhos no estrangeiro, tendo melhor remuneração, benefícios e reconhecimento, e ao mesmo tempo a oportunidade de desenvolver pesquisas, tecnologias e outras coisas para o país contratante. Os Estados Unidos, por exemplo, são grandes captadores de cérebros, mesmo tendo um grande número deles em seu território. Sua constante atração dos melhores pesquisadores do mundo tem como objetivo o desenvolvimento de novas tecnologias que possam ser  patenteadas pelos próprios norte-americanos, acumulando assim um crescente monopólio em vários segmentos. Essa é a razão fundamental de as inovações “começarem” nos EUA, sendo que, na verdade, muitas delas foram concebidas por indianos, árabes, europeus destacadamente especializados e capacitados. O Vale do Silício, localizado na Califórnia, região que engloba várias cidades, como Campbell, Saratoga e Fremont (são 16 no total) é um exemplo perfeito deste fenômeno, pois grande parte dos pesquisadores de lá não são americanos.

Já o país que perde tais cérebros perde ao mesmo tempo um grande potencial de inovações, desenvolvidas por seus nacionais, mas para uma outra nação. Isso causa um enorme dano à economia e ao desenvolvimento de países pobres, que carecem desses profissionais, e poderiam fazer um ótimo uso de seus conhecimentos. O Brasil, apesar de não ser um grande "fornecedor" destes cérebros, também sofre com o problema, em especial no setor de cinematografia e produção gráfica. Alguns dos grandes fenômenos de bilheteria de Hollywood estão recebendo cada vez mais a contribuição de profissionais brasileiros, com destaque para o que aconteceu no filme Matrix, considerado uma revolução cinematográfica. Outro exemplo é o desenho computadorizado A Era do Gelo I e II, sucessos de público.

Assim, o desafio de várias nações atualmente está em manter esses profissionais em seus próprios países, impedindo a tal "fuga de cérebros", danosa não só para o desenvolvimento de nações mais pobres, mas que contribui ainda para aumentar as desigualdades já abismais entre os vários povos do globo. É imprescindível a adoção de políticas que tornem o país "doador de cérebros" um atrativo pólo de inovações científicas e tecnológicas. No caso do Brasil, é flagrante a falta de conexão entre as universidades e o mercado de trabalho e indústrias em geral, realidade diferente do das economias desenvolvidas.

Bibliografia:
(?)Harry. A fuga de cérebros. Disponível em: <http://blogdofera.wordpress.com/2007/10/05/a-fuga-de-cerebros/>. Acesso em: 25 nov. 2012.