Grande Expurgo

Após a adoção da Constituição de 1936 na URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), Stálin inicia um processo de ditadura ilimitado. Através de diversos expurgos, ele submete o partido e começa a aniquilar os possíveis cidadãos em que enxergava algum poder de crítica a sua política ou que pudessem criar um grupo alternativo.

Já na época do Primeiro Plano Quinquenal (1928 – 1932), Stálin inicia um processo no qual expulsa os camponeses contrários à coletivização da agricultura e os dissidentes do partido que apoiavam a manutenção da Nova Política Econômica (NEP), que era uma reeducação da economia.

Encontrando-se em dificuldades, Stálin adota medidas extremas e, em 1933, inicia um expurgo contra “os inimigos do povo, os arrivistas, os sabotadores hipócritas, os bêbados e os degenerados”. Em contraponto, no ano de 1934, a GPU, polícia política, é dissolvida e entra em cena a NKVD (Comissariado do povo para assuntos internos). Naquele mesmo ano, são desautorizadas as prisões em massa. Porém, mesmo com essas medidas, Stálin continua com o poder de condenação aos cidadãos considerados “socialmente perigosos”.

Com a ampliação destas ações, a URSS encontrava-se em um período de medo e terror. Os grandes expurgos não tinha apenas o objetivo de condenar os opositores do regime, mas, também, os bolcheviques. Antigos companheiros de Lênin começam a ser executados, além de altos funcionários do governo e comandantes da polícia.

Stálin, mesmo sem ter provas de que os acusados fossem contra o regime, (pois, de fato, eram cidadãos fiéis à revolução) imputava-lhes crimes que não existiam como espionagem, assassinato e envenenamento pró nações capitalistas.

Do comitê eleito no ano de 1934, 70% dos 139 membros foram eliminados. Fora isso, 80% dos militares recrutados antes da época de Stálin foram dados como desaparecidos. Entre os aniquilados, encontravam-se músicos, cientistas, escritores e artistas considerados como um perigo ao regime. Em 1937, o grande expurgo encontrou os comandantes do Exército Vermelho. Oitenta por cento dos coronéis foram mortos, chegando-se a um número de 90% no caso dos generais.

Estima-se que durante o grande expurgo, o número de vítimas aniquiladas fique entre 5 e 8 milhões de pessoas no que se refere aos detidos no campo. Já as pessoas eliminadas fisicamente contabilizam um número de 2 milhões de mortos.

Com essa repressão, alguns setores do regime da URSS ficaram enfraquecidos às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Os cidadãos viviam um clima de desconfiança e tensão, pois, até mesmo as pessoas que não denunciassem os supostos subversivos, seriam punidas com pena de morte. Desta forma, Stálin conseguiu impor um ditadura ilimitada, utilizando a propaganda para criar um culto de sua imagem.

Fontes:
BERNSTEIN, Serge, MILZA, Pierre (direção). História do século XX: volume 1: 1900-1945: o fim do mundo europeu. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2007.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Repress%C3%A3o_pol%C3%ADtica_na_Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica
http://segundaguerra.net/historia-da-segunda-guerra-o-inicio-parte-iii/
http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/2008/07/stalin-un-novo-olhar.html

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