Mercado do Leite
O leite é um alimento de alto valor nutricional e recomendado a ser consumido em todas as idades. A tendência mundial é de aumentar-se sua produção, conforme dados FAO (tabela 1).
Tabela 1. Variação da produção mundial de leite (FAO, 2006).
Os principais produtores mundiais são: Estados Unidos, Índia e Rússia, sendo que o Brasil aparece apenas em 7º lugar com uma produção total de 23.320 toneladas/ano. Essa posição desvantajosa no país deve-se principalmente a baixa produtividade/animal e sua principal causa é o rebanho não ser selecionado geneticamente para a produção de leite (animais zebuínos).
Além do imenso potencial produtivo do país (grandes áreas, mão-de-obra, clima), há ainda um crescente mercado interno. Baseando o consumo nas recomendações do Ministério da Saúde, podemos estimar que a nossa produção fica muito abaixo do que seria necessário (38 bilhões de toneladas/ano) se os brasileiros ingerissem as quantidades recomendadas de leite (tabela 2).
Há inúmeras formas de se aumentar a produtividade por animal, entre elas: investir em genética dos animais (raças com habilidade para produção de leite), melhorar o manejo dos animais, dar suporte com uma nutrição adequada dos mesmos, investir em instalações adequadas e melhorar as qualidades sanitárias do rebanho.
Tabela 2. Consumo recomendado de leite pelo Ministério da Saúde (CNPATIA, 2006).
Não tratando-se apenas de números, podemos citar a atual busca do consumidor por um alimento de qualidade. No nosso mercado existe uma divisão de variedades quanto ao tipo de leite, a saber:
-Leite tipo A: este tipo de leite é o mais caro, porém o contato manual é mínimo sendo o leite embalado na própria fazenda;
-Leite tipo B: O leite é retirado na fazenda e resfriado no local, sendo posteriormente embalado em outro local;
-Leite tipo C: O leite é apenas retirado na propriedade e a coleta é feita diariamente para posterior embalagem, contém maior número de impurezas;
-Leite UHT: leite que sofre processo de tratamento a altas temperaturas, sendo posteriormente embalados em embalagens hermeticamente fechadas (caixinhas). O processo de tratamento pode levar a uma desnaturação das proteínas, diminuindo seu valor nutricional, porém seu tempo de prateleira (validade) é maior.
O leite ainda pode ser homogeneizado evitando ainda que a nata se separe do leite.
Em suma, o Brasil apresenta grande potencial para a produção de leite. O mercado interno pode ser impulsionado pela propaganda que é o grande gargalo do setor.
Tabela 1. Variação da produção mundial de leite (FAO, 2006).
| Continente | Produção de leite (mil t/ano) | Variação (%) | ||
| 1995 | 2000 | 2005 | 95 - 2005 | |
| Europa | 222.228 | 209.643 | 210.575 | -5,3 |
| América | 128.221 | 142.749 | 151.741 | 18,3 |
| Ásia | 79.456 | 95.762 | 122.042 | 53,6 |
| Oceania | 17.822 | 23.486 | 24.843 | 39,4 |
| África | 16.646 | 19.594 | 21.517 | 29,3 |
| Total | 14,3 | |||
Os principais produtores mundiais são: Estados Unidos, Índia e Rússia, sendo que o Brasil aparece apenas em 7º lugar com uma produção total de 23.320 toneladas/ano. Essa posição desvantajosa no país deve-se principalmente a baixa produtividade/animal e sua principal causa é o rebanho não ser selecionado geneticamente para a produção de leite (animais zebuínos).
Além do imenso potencial produtivo do país (grandes áreas, mão-de-obra, clima), há ainda um crescente mercado interno. Baseando o consumo nas recomendações do Ministério da Saúde, podemos estimar que a nossa produção fica muito abaixo do que seria necessário (38 bilhões de toneladas/ano) se os brasileiros ingerissem as quantidades recomendadas de leite (tabela 2).
Há inúmeras formas de se aumentar a produtividade por animal, entre elas: investir em genética dos animais (raças com habilidade para produção de leite), melhorar o manejo dos animais, dar suporte com uma nutrição adequada dos mesmos, investir em instalações adequadas e melhorar as qualidades sanitárias do rebanho.
Tabela 2. Consumo recomendado de leite pelo Ministério da Saúde (CNPATIA, 2006).
| Recomendações | Consumo Diário | Consumo Anual |
|---|---|---|
| Crianças até 10 anos | 400 ml | 146 l |
| Jovens 11-19 anos | 700 ml | 256 l |
| Adultos e idosos | 600 ml | 219 l |
Não tratando-se apenas de números, podemos citar a atual busca do consumidor por um alimento de qualidade. No nosso mercado existe uma divisão de variedades quanto ao tipo de leite, a saber:
-Leite tipo A: este tipo de leite é o mais caro, porém o contato manual é mínimo sendo o leite embalado na própria fazenda;
-Leite tipo B: O leite é retirado na fazenda e resfriado no local, sendo posteriormente embalado em outro local;
-Leite tipo C: O leite é apenas retirado na propriedade e a coleta é feita diariamente para posterior embalagem, contém maior número de impurezas;
-Leite UHT: leite que sofre processo de tratamento a altas temperaturas, sendo posteriormente embalados em embalagens hermeticamente fechadas (caixinhas). O processo de tratamento pode levar a uma desnaturação das proteínas, diminuindo seu valor nutricional, porém seu tempo de prateleira (validade) é maior.
O leite ainda pode ser homogeneizado evitando ainda que a nata se separe do leite.
Em suma, o Brasil apresenta grande potencial para a produção de leite. O mercado interno pode ser impulsionado pela propaganda que é o grande gargalo do setor.
| Autores: Marcos Duarte Categorias: Alimentos | Zootecnia | Economia | ||
![]() | Data: 28/06/2008 | Avaliação: ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() |
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