Carl Rogers

Graduada em Pedagogia (UNESA-RJ, 2011)

Carl Ransom Rogers, psicólogo e psicopedagogo norte americano, nasceu em 8 de janeiro de 1902, na cidade de Oak Park, Illinois, nos Estados Unidos. Tinha dois irmãos, sendo ele o filho do meio, em uma família protestante e tradicionalista, onde cresceu seguindo os preceitos de sua religião. Ao completar doze anos de idade, Rogers mudou-se com sua família para uma fazenda, onde o trabalho no campo lhe despertou grande interesse pela agricultura, o que, mais tarde, o levou a estudar agronomia na universidade de Wisconsin. Porém, após algum tempo, devido ao seu talento como facilitador em atividades comunitárias, decidiu mudar seu curso para história, o que conciliaria com as expectativas de sua família para que seguisse uma carreira religiosa.

Em 1924, após se graduar, Rogers dedicou-se aos ensinos religiosos, no Seminário Teológico Unido, onde estudou filosofia.

Um tempo depois, ao se transferir para o Teachers College da Columbia University, Rogers conheceu a Psicologia, obtendo então seu mestrado e doutorado.

A partir de então, passou a trabalhar como psicólogo na Sociedade para a Prevenção de Crueldade Contra Crianças (grande parte de seus trabalhos era voltado para a infância).

Em seus trabalhos como psicólogo clinico, Rogers sentia-se descontente com a Psicanalise e a Terapia Cognitivo-Comportamental e acaba por desenvolver uma abordagem menos diretiva, baseando-se na aceitação e acolhimento dos sentimentos de seus clientes.

Esta abordagem psicoterapêutica passa a ser chamada de Terapia Centrada na Pessoa e é vista como a primeira abordagem a considerar a saúde mental como principal questão da Psicologia, afastando-se das outras linhas clinicas que focavam na ideia da neurose básica presente em todo ser humano.

A psicologia humanista de Rogers era focada principalmente em facilitar a ajuda, sempre considerando as potencialidades do cliente, para que ele pudesse se reconhecer como pessoa e se elevar como senhor de si.

Rogers buscava enxergar o processo terapêutico como uma relação entre psicólogo e cliente, respeitando a individualidade e potencialidade do sujeito, e buscando a autorrealização e o desenvolvimento pleno, para então chegar a descoberta do “Eu”.

Em sua carreira, Rogers publicou diversos trabalhos dedicados a psicologia e a educação, tais como A Terapia Centrada no Cliente e Tornar-se Pessoa, dois de seus maiores sucessos. Dedicou-se a Terapia de grupo, atuou como facilitador com lideres internacionais e foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1987.

Após a morte de sua esposa, em 1979, Carl Rogers passou seus últimos anos dedicando-se a dimensão espiritual do ser humano, buscando a transcendência e comunhão com o universo. Passou a chamar tal dimensão de “Estado Alterado de Consciência”.

Carl Rogers faleceu na cidade de La Jolla, Califórnia, em 4 de fevereiro de 1987, após permanecer três dias em estado de coma. Rogers havia deixado instruções para que não permanecesse mantido em tal estado, assim, os médicos, respeitando suas instruções, desligaram os aparelhos que o mantinham vivo.

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