Ossos da mão

Graduação em Fisioterapia (Faculdade da Serra Gaúcha, FSG, 2014)

Os ossos da mão são um conjunto com diversos ossos que compõem a extremidade do membro superior. Na posição anatômica universal, as mãos sempre apresentam a palma direcionada para a frente, também denominada supinada, facilitando assim a localização das estruturas que serão estudadas. Sendo assim, a contagem dos metacarpos inicia da região lateral para medial, iniciando pelo polegar, finalizando no dedo mínimo. É responsável por realizar diversos movimentos relacionados à coordenação motora ampla e fina, tornando-a assim um segmento importante no que diz respeito à funcionalidade.

A mão é composta por três grupos principais: carpo, metacarpo e falanges.

  • Os ossos do carpo são divididos em estrutura proximal e distal. Na estrutura proximal encontram-se os ossos escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. Na estrutura distal encontram-se os ossos trapézio, trapezóide, capitato e hamato.
  • Os ossos do metacarpo são constituídos por cinco ossos denominados metacarpianos, sendo estes numerados no sentido látero-medial (a partir da postura anatômica universal) em I, II, III, IV e V, sendo estes correspondentes aos dedos das mãos. São considerados ossos longos pois apresentam uma epífise proximal denominada base, uma diáfise, denominada corpo e uma epífise distal denominada cabeça.
  • Os ossos das falanges apresentam-se em grande número apesar de ser considerada uma estrutura com movimentos tão refinados. Apresentam-se em 14 falanges, com algumas particularidades. O polegar apresenta apenas duas falanges, sendo a primeira falange denominada proximal e a segunda falange denominada distal. Do segundo ao quinto dedo, apresentam três falanges, sendo estas denominadas como falange proximal, falange média e falange distal.

Os ossos da mão esquerda. Ilustração: Natee Jitthammachai / Shutterstock.com

As estruturas que compõem a mão são interligadas por ligamentos e recebem a inervação decorrente da estrutura da coluna cervical. As principais inervações que mantém a sensibilidade e resposta aos estímulos nervosos são a inervação radial, que chega ao polegar partindo das estruturas cervicais C6-C8*; inervação mediana, que chega até a face lateral do IV dedo, passando pelo III dedo, II dedo estendendo-se até a face medial do I dedo (polegar), partindo das estruturas cervicais de C5-C8*; inervação ulnar, que compreende a face medial do IV dedo e o V dedo, partindo das estruturas nervosas de C8 a T1.

As inervações radial, mediana e ulnar são parte importante das estruturas que formam o plexo braquial. A integridade dessas estruturas que compões a mão garantem a funcionalidade e a possibilidade de desenvolver movimentos da motricidade ampla e fina, sendo um grande diferencial em relação aos outros animais. Um dos principais movimentos que acabamos desenvolvendo com o tempo foi o movimento de pinça, sendo este realizado pelo I dedo em relação à todos os outros dedos que compõem a mão.

Assim como em outras estruturas do corpo, o I e II metacarpos apresentam estruturas denominadas ossos sesamóides, localizados na palma da mão, sendo responsáveis por diminuir a sobrecarga e tensão nos tecidos adjacentes devido à sua funcionalidade, bem como protegem os tendões do desgaste excessivo, podendo assim modificar o ângulo dos tendões em sua passagem até a inserção. O número de ossos sesamóides nas mãos podem variar em cada indivíduo.

Com o tempo, os seres humanos acabaram por aperfeiçoar os movimentos de coordenação motora fina. Dessa forma, nos diferenciamos dos demais animais devido aos movimentos que conseguimos realizar. Os movimentos de adução e abdução dos dedos, flexão e extensão dos dedos são os mais comuns entre todos animais. Porém, a movimentação em pinça e oponência do polegar em relação à todos os dedos da mão nos diferencia, sendo estes movimentos considerados de grande valia em relação ao desenvolvimento da motricidade fina.

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Referências:

NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

TORTORA, Gerard J. Corpo Humano – Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre. 4ª ed. Artmed Editora. 2000.