Clima do Pará

Graduado em Geografia (UFG, 2017)

O Clima do Pará – estado com a segunda maior extensão do Brasil (1.245.759,305 km²) -, tem seu interior a predominância do Clima Equatorial Quente e Úmido. Entretanto, como sua área é muito extensa, existem algumas variabilidades nos tipos climáticos do Estado, que segundo a classificação de Köppen destacam-se mais dois: o Clima Equatorial Semiúmido e o Clima Tropical Equatorial de Savanas.

Clima Equatorial Quente e Úmido

Esse tipo de clima que engloba a maioria dos municípios paraenses é encontrado nas regiões de baixas latitudes, nas proximidades da Linha do Equador. Por conta da sua localização geográfica, lugares com esse tipo climático, estão nas regiões do Planeta Terra que mais recebem luz solar, acarretando em altas temperaturas.

No Pará, por conta da presença da exuberante Floresta Amazônica, existe um elevado grau de evapotranspiração nas cidades que se encontram nesse tipo climático. Desse modo, as chuvas são muito frequentes resultando em elevados índices pluviométricos durante todo o ano. Belém, capital do Estado, por exemplo, tem pluviosidade média de anual que varia entre 2500 e 3000 mm, sendo uma das capitais mais chuvosas do país.

A presença da Floresta Amazônica mais a presença de sua longa bacia hidrográfica possibilita a grande quantidade de chuvas no estado. Foto: worldclassphoto / Shutterstock.com

Nessas regiões também ocorre uma baixa amplitude térmica anual, ou seja, a diferença entre as maiores e menores temperaturas durante o ano são mínimas. Isso significa que não há estações bem definidas nas temperaturas das cidades sob este clima.

Esse tipo climático sofre influência da Massa Equatorial Continental (MeC) que são formadas na região amazônica. Por conta do ambiente em que foram desenvolvidas, essas massas de ar herdam suas respectivas características: sendo bem quentes e úmidas.

Decorrente do elevado índice de chuvas, a vegetação amazônica que influencia o clima é sempre densa, verde, latifoliada (vegetação com folhas largas) e úmida, por conta da regularidade pluviométrica existente nesses municípios.

Clima Equatorial Semiúmido

Outro tipo climático presente na constituição do clima paraense é o Equatorial Semiúmido, que de modo geral, tem quase as mesmas características do Equatorial Quente e Úmido.

Presente na região Noroeste do Estado, sua principal distinção ao Clima Equatorial predominante no Pará, é que seu tipo climático tem duas estações bem definidas (a seca – entre os meses de outubro e dezembro e a chuvosa – durante o restante dos meses do ano) e um índice pluviométrico um pouco menor que varia entre 2000 e 2500 mm anuais.

Um dos fatores que justificam a menor pluviosidade é a presença de um relevo acidentado nessa região (o planalto residual norte-amazônico) e às correntes de ar que levam as massas de ar equatoriais (úmidas) para o interior do Estado.

Clima Tropical Savânico

O Clima Tropical Savânico, situado na porção Sudeste do Estado, apresenta características bem distintas em relação aos climas equatoriais que predominam em território paraense.

As cidades do Pará que estão sob o clima Tropical tem como características de serem quentes, úmidas e possuírem duas estações bem definidas. No entanto, diferentemente do Clima Equatorial Semiúmido, o período de estiagem e o período chuvoso possuem a mesma duração (seis meses). A pluviosidade média desse tipo climático varia entre 1000 e 2000 mm anuais.

A temperatura média anual é de 26 °C, e esse clima se caracteriza por possuir amplitudes térmicas maiores em relação ao Clima Equatorial. Isso ocorre devida à influência da Continentalidade nas temperaturas diárias.

Como essa região está distante do litoral e mais ao interior do continente, o solo dessas cidades irradiam calor com facilidade, gerando elevadas temperaturas durante o dia. Entretanto, com a chegada do período noturno, o calor não é absorvido e ocasiona em uma queda brusca de temperatura, possibilitando a maior amplitude térmica desses municípios.

É nesse tipo climático que há a presença do Cerrado em território paraense. Essa vegetação é xeromorfa – ou seja, perde as folhas durante o período de estiagem – que se constitui como um mecanismo de adaptação para a perda de umidade durante a ausência de chuvas na região.

Outro tipo adaptativo presente nas plantas do Cerrado são suas raízes longas que tem função de extrair água de níveis freáticos profundos durante o período de estiagem.

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Referências:

https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/8934/8934_3.PDF

http://www.sema.pa.gov.br/download/classificacao_climatica_do_para.doc

http://www.scielo.br/pdf/aa/v28n2/1809-4392-aa-28-2-0101.pdf

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