Vegetação do Amapá

Graduado em Geografia (UFG, 2017)

O Estado do Amapá, localizado na Região Norte possui extensão territorial de 142.827,897 quilômetros quadrados. Uma característica amapaense, é que apesar de sua pequena extensão territorial, o Estado tem uma grande diversidade em relação aos seus biomas e ecossistemas. Outro aspecto importante é que suas formações vegetais são bastante preservadas ambientalmente no país, que são justificados pelos seguintes fatores:

  • Isolamento geográfico;
  • Baixo desenvolvimento econômico;
  • Grande quantidade de Unidades de Conservação e terras indígenas;

Em relação aos tipos de vegetação, no Amapá encontramos as seguintes formações florestais:

  • Floresta Amazônica: Floresta de Mata Firme e Florestas de Várzea
  • Formação Campestre: Cerrado, Campos Inundáveis e Manguezais;

Mapa da vegetação no Amapá. Fonte: Governo do Estado do Amapá.

As formações amazônicas

A maior formação florestal do Estado é a Amazônica que ocupa aproximadamente 73% da área estadual. Uma de suas composições vegetais é a Floresta de Mata Firme. Nesse tipo de formação amazônica encontramos árvores de grande porte, e uma vegetação densa o que justifica a maior diversidade de espécies.

Essas espécies vegetais se destacam pelo seu alto valor comercial, sobretudo relacionada à atividade industrial madeireira que extraem madeiras de árvores como maçaranduba e cedro.

Outro tipo de composição vegetal presentes no bioma amazônico, são as Florestas de Várzea, que ocupam 5% das terras do Estado do Amapá. Uma característica é que nesse ecossistema não há uma diversidade de plantas, pois existem pouquíssimas espécies vegetais que tolerem o ritmo sazonal de inundação. Suas principais espécies vegetais são: açaizeiro, buriti, palmeiras, etc.

As características das florestas de várzea possibilitam o extrativismo vegetal, com a extração do açaí, da seringa e madeira. Também são comuns nessas áreas o cultivo de milho, cana-de-açúcar, arroz, etc.

As formações campestres

Entre as formações campestres, temos três tipos: o Cerrado, Campos Inundáveis e os Manguezais.

O Cerrado apesar de não ser um bioma característico da região amazônica, está presente no Amapá por conta das mudanças climáticas que ocorreram no Planeta Terra. Sua formação e desenvolvimento ocorreu por volta de 12 mil anos atrás, que correspondem à última era glacial da Terra. Sua vegetação é caracterizada por espécies arbóreas de baixo porte e vegetação esparsa.

O bioma é muito explorado no Estado, pois é considerada uma fronteira agrícola de grãos (soja e milho) que são atividades que vêm aumentando o PIB do Estado e pela atividade de silvicultura, com destaque para a produção de eucalipto.

Os Campos inundáveis são vegetações campestres influenciados pelo período de chuvas sazonais e pelas marés que ocorrem em alguns meses do ano. Sua paisagem é marcada por áreas rebaixadas e por plantas que ficam submersas durante os meses chuvosos. Durante a estação seca, predominam os campos abertos, com uma vegetação rasteira composta por gramíneas. Nesse ecossistema destaca-se a pecuária extensiva e a pesca artesanal que garantem o sustento de muitas famílias ribeirinhas.

Os Manguezais estão concentrados na região litorânea do Amapá. Suas vegetações são formadas no encontro da água de rios com as águas oceânicas, ocasionando na formação de mangues. Sua vegetação característica são as pneumatófilas – árvores de grande porte com raízes aéreas – que se desenvolvem em solos halófilos – que são adaptados à grande quantidade de sal na superfície -. Nessa região ultimamente, tem recebido investimentos em abertura de poços para a extração petrolífera.

Os problemas ambientais

Apesar de ser o Estado mais preservado ambientalmente, o Amapá sofre com algumas consequências decorrentes das atividades econômicas ali praticadas.

O Cerrado, por exemplo, é o bioma presente no Estado com maiores índices de devastação, decorrentes do aumento da produção de soja e milho, e por situar os dois maiores municípios amapaenses – Macapá e Santana -. Desmatamento e queimadas são problemas típicos desse bioma, que é considerado um hotspot e sofre risco de extinção no Planeta.

Em 2017, segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Amapá foi o estado da Amazônia Legal que teve o maior índice de crescimento do desmatamento na Floresta Amazônica. Grande parte dessa devastação se deve pela excessiva extração de madeira, que anualmente, derrubam milhares de árvores no bioma.

Leia também:

Referências:

https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_arquivos/ap_erosao.pdf

http://www.iepa.ap.gov.br/estuario/arq_pdf/vol_1/cap_5_vegetacao_atual.pdf

http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/UC-RPPN/dcom_cartilha_Flona_Amapa.pdf

Arquivado em: Brasil