Conspiração no Fim do Mundo

A história de "Conspiração no Fim do Mundo" foi selecionada pelo autor em uma arca digital repleta de narrativas, planos e esboços literários. Esta é sua primeira incursão no campo da ficção. O enredo parte de uma suspeita real que rondava as forças militares e os cientistas brasileiros nos anos 80. Eles realmente alimentavam a crença de que um país vizinho, a Argentina, estava se aparelhando para criar uma bomba atômica.


Da mesma forma como atualmente o mundo teme o poder nuclear do Irã e da Coréia do Norte, o Brasil receava que os argentinos estivessem enriquecendo urânio em um laboratório nas redondezas de Bariloche, com a clara intenção de produzir um arsenal bélico nuclear.

A inspiração para a composição deste livro surgiu ao longo de um dos vários passeios do escritor pela estação de esqui dos Andes. Nesta região ele observou uma placa na confluência entre duas estradas. Nela estava escrito que naquele ponto exato a desatenção de algumas pessoas provocara vítimas e o extermínio de animais e vegetais.

Farhat fez uma pequena investigação e descobriu que ali perto havia a sede de uma Usina Nuclear argentina. Essa conjugação de eventos o estimulou a criar uma história sobre esse tema. Durante mais de 30 anos o autor compôs este livro. Seu protagonista e alterego, o coronel Antônio Schmidt, um engenheiro eletrônico perito no campo da energia nuclear, parte para a Argentina como um espião infiltrado.

Dissimulado sob a falsa identidade de um docente universitário, ele se insinua no país vizinho para levantar dados sobre o projeto nuclear em desenvolvimento. O escritor enfoca com rara habilidade os dilemas da diplomacia e a tensão militar entre Brasil e Argentina, prestes a explodir.

Seu antigo status de ministro no governo Figueiredo e a atuação jornalística o posicionam em um ponto de vista privilegiado. Ele é um dos raros que sabem como as determinações são executadas no estágio hierárquico mais elevado do poder, o do Presidente da República. Este é seu ponto forte na elaboração desta trama.

Saïd Farhat nasceu na cidade de Rio Branco, no Acre, no dia 12 de novembro de 1920. Sua trajetória profissional teve início no IBGE, onde ele atuou até 1952. Depois passou um tempo trabalhando no âmbito das empresas privadas; de 1954 em diante esteve à frente de postos administrativos na Standard Propaganda e J. Walter Thompson.

Em 1965 o autor comprou a revista Visão. No ano de 1978 recebeu uma proposta do general João Figueiredo, pouco antes do mesmo se tornar presidente; ele aceitou o cargo de primeiro assessor civil. Mais tarde ocupou o Ministério da Comunicação Social por dois anos e meio. Sua primeira obra, O Fator Opinião Pública, Como se Lida Com Ele, foi publicado em 1992. Entre outros títulos Farhat lançou em 2012 o livro Tempo de Gangorra, no qual ele narra o lado oculto do governo de João Figueiredo e sua convivência próxima com o Presidente.

Fontes:
http://www.aberje.com.br/acervo_not_ver.asp?ID_NOTICIA=8887

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