O Compositor Está Morto

Um crime é investigado. O compositor está morto. Há vários instrumentos suspeitos, mas todos têm um álibi. Certamente eles também apresentam uma aparência de culpa. Afinal, onde estavam os Violinos no momento do assassinato? Quem garante ter visto a Harpa? E o Trompete, não ficou meio tenso, se queixando de tudo?


Com certeza neste homicídio cada um aparenta ter uma razão para matar a vítima. Porém, os Violinos estavam tangendo canções encantadoras; os Violoncelos seguiam os outros instrumentos; As Violas se lamentavam, como de hábito; As Flautas reproduziam gorjeios de pássaros, os Clarinetes teciam louvores ao Investigador; os Trombones estavam embriagados e a Tuba tinha permanecido no seu lar, ao lado de sua esposa, a Harpa, bebericando leite morno em uma pequena xícara azul.

A trama é bem singela. Um inspetor presunçoso investiga a transição do compositor do instante de composição para o de decomposição. Ele seguirá com as diligências em cada segmento da orquestra, até achar o criminoso. Essa missão permite ao escritor o exercício do mais profundo bom-humor, negro e surreal, uma das qualidades de seu texto.

Sua linguagem também expressa um caráter didático, o qual se revela principalmente quando o autor se dedica a elucidar o sentido de um vocábulo ou de uma expressão comum entre as pessoas, sempre através de um exemplo absurdo ou da própria contextura do enredo.

Neste livro o autor direciona seu didatismo especialmente ao esforço de explicitar o significado de cada um dos segmentos de uma orquestra. Mas sua perícia para transmitir expressões do universo musical ao leitor estaria incompleta se a obra se limitasse apenas ao texto engraçado e às ilustrações perfeitas de Carson Ellis.

Com a ajuda de um CD que vem junto com esta obra, será possível ouvir cada instrumento e a narrativa do próprio autor ou a tradução para o português de Érico Assis, na voz de Fábio Góes, com a melodia de Nathaniel Stookey interpretada pela Filarmônica de San Francisco. E seguindo a trama da história, tanto no livro quanto no áudio, os leitores vão poder encontrar o verdadeiro criminoso. Tanto o livro quanto o CD são bilíngües.

Lemony Snicket é o nome artístico do autor Daniel Handler. Ele se transformou em um sucesso no mercado editorial em todas as partes do Planeta. O escritor nasceu em São Francisco, nos Estados Unidos, no ano de 1970, e atualmente ainda reside em sua terra natal. Ele é casado, mas não tem filhos. Faz parte de uma banda intitulada Magnetic Fields.

Fontes:
http://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01295
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=40632
http://www.posfacio.com.br/2013/05/09/lemony-snicket-no-brasil-nao-tirem-as-criancas-da-sala-durante-a-investigacao/

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