O Visconde que me Amava

Kate é uma espécie de patinha feia. Não exatamente porque ela não seja bonita, mas sua irmã caçula, Edwina, é bela e a sociedade londrina a considera a debutante mais cortejada e desejada. A protagonista já se resignou diante desse contexto. Afinal, todos os presentes, elogios, ramalhetes de flores, são para a menina mais nova.


Kate e Edwina perderam o pai e a partir de então a situação econômica delas se fragilizou. A madrasta das duas poupou recursos financeiros ao longo de cinco anos para promover a festa que marcaria a iniciação das irmãs na vida social. Este evento deveria ocorrer em um momento no qual nem Kate, aos 21 anos, fosse madura demais nem Edwina, aos 17, se destacasse precocemente. Desta forma as duas poderiam ser apresentadas juntas à sociedade de Londres.

Além disso, pelo menos uma delas tinha que conquistar um homem que tivesse uma grande fortuna, pois só assim os familiares poderiam ter algum conforto. Kate decide que, se ela não tem condições de conquistar esse marido rico, irá assessorar a caçula nesta tarefa. Assim a jovem terá mais condições de encontrar um noivo respeitável e detentor de posses financeiras.

Anthony Bridgerton é um dos candidatos. Ele é um célebre dissoluto, sempre presente nas colunas sociais da sociedade local, publicadas em um periódico comandado por uma personagem feminina que se oculta sob o nome artístico de Lady Whistledown. Ela é dona de uma linguagem impiedosa e explora insistentemente qualquer evento que tenha uma grande repercussão ou contextos perturbadores. As notícias dela são consumidas com voracidade por toda sociedade londrina.

Anthony começa a cortejar Edwina, mas Kate logo se antipatiza com ele e não esconde seus sentimentos. Tem início entre eles um duelo verbal memorável. Os dois, assim como o cãozinho Newton, sempre aprontam alguma coisa quando estão juntos. Como na cena das abelhas. O Bridgerton empalidece quando vê o inseto e quando ele fere Kate, o rapaz imediatamente começa a sugar o veneno no ponto próximo aos seios dela.

Exatamente nesse instante, como não poderia deixar de ser, os dois são flagrados por suas mães e por uma senhora muito conhecida pelos seus mexericos. As falas entre Anthony e Kate são geniais, intensas e provocam muito entusiasmo, além de serem divertidas.

Este é o segundo livro da saga reservada aos Bridgertons. Apesar de a família ser o foco principal da série, a história é conduzida por Kate, e provavelmente será assim em todos os volumes; a protagonista feminina possivelmente será o destaque de cada história. Já foi lançado o primeiro livro, O Duque e Eu, agora resta esperar o terceiro.

Julia Quinn nasceu nos Estados Unidos. Ela é graduada em História da Arte e até pensou em fazer Medicina, mas seu destino era ser escritora.

Fontes:
http://www.skoob.com.br/autor/755-julie-pottinger
http://www.meninadabahia.com.br/2013/08/o-visconde-que-me-amava-julia-quinn.html

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