Oração

Especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância (UFF)
Graduação em Letras (Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira, FUNCESI)

O que é uma oração? É a frase que apresenta um verbo ou uma locução verbal. Geralmente, o sujeito e o predicado compõem a oração. Mas, há casos em que ela não tem sujeito. Vamos estudar um pouco mais a oração? Para tal, sugiro a leitura deste texto sobre os dinossauros, extraído do “Brasil Almanaque de Cultura Popular”:

E como eles desapareceram?

Os dinossauros viveram sobre a Terra durante 160 milhões de anos. E como desapareceram completamente? Cientistas explicam que há 65 milhões de anos, caiu no planeta um meteoro de aproximadamente 10 quilômetros. O impacto teria sido tão violento que abriu uma cratera com 200 quilômetros. Uma espécie de nuvem de poeira grossa tapou a luz solar durante seis meses. A Terra resfriou, as plantas não podiam fazer fotossíntese, e os animais não tinham o que comer. Resultado: todos os dinossauros morreram.

Primeiramente, vale lembrar, à luz de Cegalla (2008, p.322), que o período “é a frase constituída de uma ou mais orações”. Ele é encerrado quando a oração ou o conjunto de orações forma um sentido completo, ou seja, conclui a ideia que se deseja exprimir. O fechamento do período é marcado por ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em determinadas vezes, por reticências ou dois-pontos. No primeiro período do texto, observe abaixo, há quantas orações?

“Os dinossauros viveram sobre a Terra durante 160 milhões de anos.”

Uma oração! Por quê? Porque há apenas um verbo (“viveram”). Nesse contexto, temos um período simples. Cabe acrescentar que a oração, presente nesse tipo de período, é chamada de “absoluta”, já que ela é a única.

Quando um período contém mais de uma oração ou locução verbal, é denominado “período composto”. Repare:

“A Terra resfriou, as plantas não podiam fazer fotossíntese, e os animais não tinham o que comer.”

No período acima, as orações são independentes de sentido entre si. Nesse caso, são chamadas de “orações coordenadas”. Elas são interligadas sintaticamente com vírgulas ou com a conjunção “e”, indicando a soma de fatos. Quando as orações coordenadas são justapostas sem uma conjunção, são denominadas “assindéticas”. Caso contrário, são denominadas “sindéticas”.

Agora, analise as orações presentes neste período composto:

“O impacto teria sido tão violento que abriu uma cratera com 200 quilômetros.”

Podemos notar que, nesse período, há uma relação de dependência. Isso porque a segunda oração “que abriu uma cratera com 200 quilômetros” completa o sentido da primeira “O impacto teria sido tão violento”, exprimindo a ideia de consequência. Em outras palavras, o fato expresso pela segunda oração (a subordinada) é a consequência do fato expresso pela primeira oração (a principal).

Oração sem sujeito

Há situações em que a oração não apresenta sujeito. Isso acontece quando o verbo ou a locução que a compõe indica um fenômeno meteorológico ou é impessoal:

Faz mais frio que calor nesta região!

Havia fósseis de dinossauro naquele local.

Termos da oração

Termos essenciais da oração:

  • sujeito (o ser a respeito do qual se fala algo).
  • predicado (aquilo que, em geral, se fala do sujeito).

Termos integrantes da oração:

Termos acessórios da oração:

Leia também:

Referências:

Brasil Almanaque de Cultura Popular. n. 121, 2009, p. 26.

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p.310.

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