Glomeromycota

Doutorado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente (Instituto de Botânica-SP, 2012)
Mestrado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente (Instituto de Botânica-SP, 2007)
Graduação em Ciências Biológicas (Universidade de Guarulhos, 2003)

Em 2001, o Dr. Schübler e especialistas propuseram o filo Glomeromycota, antes considerado ordem Glomales, em Zygomycota. Estes fungos representam 169 espécies registradas e todas estão associadas às raízes de plantas, em sua maioria àquelas que produzem flores e frutos (angiospermas); àquelas com sementes, como os pinheiros; associados também às samambaias e musgos. Este tipo de associação é classificada como mutualista simbiotrófica obrigatória, ou seja, o fungo só sobrevive se estiver associada à raiz da planta (figura 1), ao contrário a planta, que pode se desenvolver sem a presença do fungo. Contudo, registros demonstraram que este tipo de associação garante um melhor desenvolvimento para as plantas, que crescem e se desenvolvem vigorosas; podem se desenvolver em áreas contaminadas com metais pesados e, ainda, ficam menos suscetíveis a doenças. Os fungos são importantes produtores de metabólitos, com alguns deles garantindo a proteção contra o ataque de animais herbívoros. Além disso, a associação simbiótica fornece ao fungo nutriente das plantas elaborado na fotossíntese.

No Brasil, há um grupo de especialistas sediados na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que disponibilizam informações sobre o grupo através do link: http://glomeromycota.wixsite.com/lbmicorrizas/c1.

Figura 1. Note os esporos (manchas circulares escuras) e hifas no interior das células da raiz de uma planta. Foto: MS Turmel, Universidade de Manitoba [domínio público] / via Wikimedia Commons

Morfologia

O conjunto de hifas destes fungos não forma uma estrutura específica, como aquelas observadas em basidiomicetos ou ascomicetos. Para estes fungos, o conjunto de hifas forma um micélio sutil que fica no interior das raízes das plantas (figura 1), se desenvolvendo entre e dentro das células; outra porção do micélio se desenvolve no solo e atinge regiões que a raiz pode não alcançar. Assim como em Mucoromycotina, o micélio é cenocítico, ou seja, não possui septo. As principais estruturas encontradas no interior das raízes são as vesículas, que possuem grande quantidade de óleos, possivelmente a substância de reserva destes organismos. Os arbúsculos são estruturas ramificadas que lembram pequenas árvores e servem para realizar as trocas nutricionais entre os fungos e as plantas. Os esporos são estruturas de reprodução e também de resistência destes fungos, ou seja, sobrevivem a condições inóspitas. A maioria cresce na porção exterior das raízes, mas podem ser encontrados no interior.

Ciclo de Vida

Em sua maioria, as espécies se reproduzem de maneira assexuada, através de esporos.

Bibliografia recomendada:

http://tolweb.org/Glomeromycota (consultado em maio de 2018)

http://glomeromycota.wixsite.com/lbmicorrizas/c1 (consultado em maio de 2018)

Kirk, P.M., Cannon, P.F., Minter, D.W. & Stalpers, J.A. 2008. Dictionary of the Fungi. 10th ed. CAB International, Wallingford.

Evert, R.F. & Eichhirn, S.E. 2014. Raven/ Biologia Vegetal. 8ª edição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, pp.278-316

Bononi, V.L. (org.). 1998. Zigomicetos, Basidiomicetos e Deuteromicetos. São Paulo: Instituto de Botânica, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, 181p.

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