Butantã

Com sua localização na zona oeste de São Paulo, o Butantã (em tupi, “terra socada em muito dura”) apresenta 12,5 quilômetros quadrados e tem seus limites demarcados pelas margens do rio Pinheiros. Na área, a situação econômica dos moradores é bastante heterogênea, pois encontram-se favelas como a São Remo e, ao mesmo tempo, conjuntos residenciais que, em sua maioria, são ocupados por professores e estudantes da USP (Universidade de São Paulo), provindos de diversas regiões do Estado e do Brasil. Próximo ao rio, encontram-se os bairros City Butantã, Jardim América e Jardim Europa, considerados de alto padrão.

Mais distanciados do rio Pinheiros, aparecem os seguintes bairros: Jadim Bonfliglioli, Vila Gomes, Previdência, Conjunto Residencial Butantã, Vila Indiana e Morro da Querosene. Todos apresentam características de regiões residenciais, entremeados por grandes avenidas comerciais como a Professor Francisco Morato, Comendador Alberto Bonfglioli, Eliseu de Almeida, Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia, Corifeu de Azevedo Marques e Vital Brasil. Além disso, o bairro fica no meio dos primeiros quilômetros da rodovia Raposo Tavares. Entre outros locais da região, destacam-se a Cidade Universitária, onde fica localizada a USP e o Instituto Butantan, que tem vínculo com a universidade. De acordo com informações coletadas no censo realizado na área no ano de 2000, a população total do Butantã é de 52.649 habitantes.

Apesar da escassez de ônibus nas regiões mais distantes do rio Pinheiros, o bairro é atendido pela linha 4 (amarela) do Metrô através da estação Butantã, que atende a área desde 2011. Uma das principais características do bairro é a presença da natureza, sendo a maior concentração de árvores dentro da Cidade Universitária. Arborizado, o bairro oferece uma melhor qualidade de ar e temperatura mais amena do que em outras regiões de São Paulo. Um dos problemas da região são as violentas chuvas e vendavais que a castigam, causando estragos nas imediações.

A origem do nome Butantã remete ao tupi. Além de significar “terra socada e dura demais”, o nome também pode ser interpretado como “lugar de vento forte” e “pau-brasil duro”. A história do bairro remete ao período dos bandeirantes, que utilizavam a região como rota para chegar ao interior do país. O primeiro trapiche de açúcar foi montado na região por intermédio de Afonso Sardinha no ano de 1607. O distrito era composto por vários sítios e seu desenvolvimento ocorreu com a implantação da Cidade Universitária e do Instituto Butantan.

Fontes:
http://www.guiabutanta.com/obutanta/historia-do-butanta.htm
http://jornalmais.wordpress.com/2009/02/09/a-historia-do-butanta/
http://www.butantaonline.com.br/historia-do-butanta/

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