Balanced Scorecard

Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Universidade Nove de Julho, 2008)
MBA em Gestão Empresarial (Universidade Nove de Julho, 2010)

A capacidade de medir o desempenho é crucial para que uma organização mantenha a consistência de sua estratégia e a efetividade de seus objetivos, uma vez compreendido que o monitoramento das variáveis que pavimentam a via de acesso ao futuro almejado devam demonstrar com clareza se todos os esforços para chegar tomam o itinerário planejado. No entanto, especificar elementos que apresentem relevância e tempestividade de significado para orientar a performance necessária, o menos oneroso possível e com a máxima fidelidade, constitui tarefa elementar para iniciar a expedição.

Até a década de 90 a maioria das organizações utilizavam métodos de avaliação baseados fundamentalmente em indicadores financeiros, à revelia de fatores não quantificáveis, mas com grande impacto sobre os resultados, o que costumava desorientar a bússola do negócio e subestimar o alcance dos objetivos. Tal constatação levou os consultores David Norton e Robert Kaplan, após um estudo qualificado do problema, a desenvolver um esquema que visasse conciliar a repercussão de fatores objetivos, de natureza explicitamente mensurável, com os elementos subjetivos, em certa medida abstratos, participantes da geração de valor, atores cuja influência apresenta potencialidade para gerar prognósticos desfavoráveis, se não considerados apropriadamente na mensuração.

Surgia, então, o BSC ou Balanced Scorecard, sistema de gestão estratégica orientado por indicadores gerados a partir do equilíbrio entre quatro dimensões padronizadas, destinadas a conduzir e impulsionar a organização, proporcionado uma visão presente e futura do negócio. Conforme seus autores:

"O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia em objetivos e medidas, organizados segundo quatro perspectivas diferentes: financeira, do cliente, dos processos internos e do aprendizado e crescimento. O 'scorecard' cria uma estrutura, uma linguagem para comunicar a missão e a estratégia, e utiliza indicadores para informar os funcionários sobre os vetores do sucesso atual e futuro. Ao articularem os resultados desejados pela empresa com os vetores desses resultados, os executivos esperam canalizar as energias, as habilidades e os conhecimentos específicos das pessoas na empresa inteira, para alcançar as metas de longo prazo." (Kaplan & Norton, 1997, p.25)

Além de esclarecer o projeto que conduzirá ao futuro pretendido, o BSC pressupõe uma interpretação holística da estratégia, dos valores e da missão da empresa de maneira que todos os propósitos, implicações e demandas do planejamento sejam disseminados vertical e horizontalmente, arraigando o dever e o comprometimento de todos com os desafios estabelecidos. Dessa forma, é possível fazer com que as ações incorporem os valores, criando um estado de integridade.

Ao alinhar conduta e discurso, ou seja, seguir exatamente a direção apontada pelo planejamento, a entidade poderá se portar de maneira distinta à de seus concorrentes e despertar o interesse do mercado. Muitas empresas utilizaram o BSC na elaboração de seus Planos Estratégicos. Pactuando táticas de avanço e crescimento com as quatro perspectivas que as projetavam no futuro, conseguiram aparelhar o esquema de gestão visando simplificar a assimilação de seus objetivos, de maneira que todos os desafios associados fossem superados com mais eficiência, menos esforço e custo.

O BSC permite estabelecer uma conexão consistente entre objetivos estratégicos e indicadores de desempenho. Como uma espécie de GPS corporativo, a ferramenta subsidia a análise da trajetória dos negócios e oportuniza ajustar a rota conforme o melhor percurso, otimizando o uso das provisões.

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