Matriz BCG

Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Universidade Nove de Julho, 2008)
MBA em Gestão Empresarial (Universidade Nove de Julho, 2010)

Matriz BCG é uma ferramenta desenvolvida pela empresa de consultoria Boston Consulting Group – daí sua sigla –, no final dos anos 60. Se trata de um gráfico utilizado para analisar a posição de um portfólio de produtos – ou unidade de negócio, como a própria Matriz define – em relação aos produtos de empresas concorrentes dentro de um mercado específico. Conforme seu propósito, conhecer com precisão a classificação de um ou mais produtos em confronto com o que as outras empresas estão oferecendo num determinado setor permite definir a estratégia adequada para assegurar a manutenção da competitividade.

Também conhecida como Matriz de crescimento/participação, sua aplicação representa um método de estudo da carteira de negócios que auxilia a tomada de decisão a respeito dos produtos sob enfoque, se vale a pena investir ou não sobre os mesmos ou se é uma boa ideia sua permanência no mercado.

A análise da condição econômica de uma carteira de negócios para o estabelecimento das estratégias empresariais parte do entendimento de que uma organização deve encontrar a melhor maneira para moderar, acentuar ou anular, se for preciso, suas operações. Da mesma forma que o bom atleta deve ser mantido, estimulado, e o que deixa a desejar precisa ser substituído ou dispensado, algumas atividades necessitam ser intensificadas, enquanto outras devem ser eliminadas.

Como a maioria dos instrumentos de gestão, a Matriz BCG foi criada para contemplar as necessidades de empresas de grande porte, mas negócios de menor envergadura podem ajustar suas funcionalidades. No entanto, sua aplicabilidade deixa de fazer sentido para os negócios em fase de planejamento devido a inexistência de um histórico de informações.

O modelo de construção do gráfico em que a Matriz BCG se apoia emprega certa medida de ludismo, pois classifica o grau de potencialidade dos negócios segundo quatro categorias: estrela, vaca leiteira, interrogação e cachorro – este último alterado no Brasil para “abacaxi”, por causa da analogia popular a problema.

Um produto estrela é aquele que gera boa rentabilidade, mas, no entanto, requer investimentos consideráveis. Porém, seu alto índice de vendas é o que ajuda a conservar o bom posicionamento da empresa no mercado.

Vaca leiteira representa os negócios indispensáveis, já consolidados, que requerem poucos investimentos. Negócios sob essa classificação apresentam baixo crescimento, mas significam “dinheiro no bolso”, pois sua alta rentabilidade permite a “ordenha” constante por conta dos ótimos retornos.

Negócios sinalizados com uma interrogação são aqueles inovadores, que estão “conhecendo” o mercado ou “experimentando” novos segmentos de negócio.

Negócios abacaxi. Esse grupo de negócios são aqueles que se encontram no último estágio de seu ciclo de vida – histórico completo de um produto compreendendo as fases de sua introdução, crescimento, maturidade e declínio no mercado. Já não são considerados como de qualidade e seu volume de venda é muito baixo. Embora retirá-lo do mercado represente a disponibilidade de recursos para migrar a outros negócios mais rentáveis, mantê-lo pode impedir que a concorrência comande, monopolize o segmento que ele ocupa.

A matriz BCG, como todos os demais modelos de gerenciamento, tem suas limitações. Catalogar o desenvolvimento dos negócios conforme os símbolos descritos anteriormente pode significar uma simplificação exagerada porque alguns negócios podem ser de difícil classificação. Além disso, o modelo não reflete o crescimento de segmentos múltiplos de negócio nem sua evolução com o passar do tempo, ou seja, a matriz não utiliza indicadores temporais, mas apresenta uma situação estática num dado momento. Por último, existem outras variáveis capazes de indicar a posição relativa de certo produto e a taxa de crescimento de suas vendas, como a dimensão do mercado e as vantagens competitivas, que também são importantes para a tomada de decisão estratégica.

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