Filipinas

Por Emerson Santiago
República das Filipinas (Republika ng Pilipinas, em filipino; Republic of the Philippines, em inglês) é um país independente localizado a sudeste da Ásia, cuja capital é Manila. Sua área total é de cerca de 300.000 km², um pouco maior que o estado de São Paulo. A população do país é de cerca de 93,6 milhões, na maioria seguidores do cristianismo, do ramo católico, sendo que uma importante minoria segue o islamismo. As línguas oficiais são o filipino e o inglês, e a moeda corrente é o peso filipino. As Filipinas constituem um arquipélago de 7107 ilhas, localizadas entre Malásia, Indonésia, Taiwan e China.

Os primeiros habitantes das Filipinas, os chamados negritos, teriam se instalado há 30.000 anos, vindos de Bornéu e Sumatra. Os malaios vieram em sucessivas ondas, da área de Taiwan. Os chineses chegam no século IX, e pouco depois, os comerciantes árabes, que introduzem o islã no sul.

O explorador português Fernão de Magalhães chega às Filipinas em 1521, tomando o arquipélago em nome da Espanha. O início do século XIX foi o período da conversão ao catolicismo romano. Na segunda metade do século, filipinos educados à maneira europeia, os "ilustrados" (como o herói nacional José Rizal) começam a criticar os excessos do domínio colonial e cultivam um senso de identidade nacional. Finalmente ocorre uma revolta em 1896, sob a liderança de Emilio Aguinaldo, e que continuou até os americanos derrotarem a frota espanhola na baía de Manila, durante a Guerra Hispano-Americana. Aguinaldo declarou a independência da Espanha a 12 de junho de 1898.

Os EUA ocuparam as Filipinas, e logo a guerra de resistência eclode em 1899. A resistência gradualmente se dissipa, até a proclamação de paz de julho de 1902. Em 1935, sob os termos do Ato Tydings-McDuffie, as Filipinas tornam-se uma comunidade auto-governada, que depois de um período de transição de dez anos conquistaria a independência. Em dezembro de 1941, no entanto, o Japão ataca as Filipinas, e as forças americanas se rendem. Filipinos e americanos lutaram juntos até derrotarem os japoneses em setembro de 1945. Apesar do estado caótico do país, os planos de independência foram adiante, e em 4 de julho de 1946 surge a República das Filipinas.

Os primeiros anos de independência foram dominados pelo estreitamento de laços com seus vizinhos asiáticos. O presidente Ferdinand E. Marcos governou de 1973 até meados de 1981, numa administração marcada pela corrupção e nepotismo, contribuindo para um sério declínio do crescimento econômico e desenvolvimento. Marcos fugiu das Filipinas em face de uma revolta cívico-militar pacífica que instalou Corazón Aquino como presidente em 25 de fevereiro de 1986.

Sob a presidência de Aquino, houve a revitalização das instituições democráticas e liberdades civis. Fidel Ramos foi eleito presidente em 1992, e em outubro de 1995, estabeleceu um acordo pondo fim aos vários movimentos insurgentes do país. Um acordo de paz com o maior grupo insurgente muçulmano, a Frente de Libertação Nacional Moro (MNLF), foi assinado em 1996.

Em eleições de 2010, do Partido Liberal, o senador Benigno S. Aquino III (filho de Ninoy Aquino e Corazón) conquista a presidência, fazendo campanha contra a corrupção e estimulando a criação de empregos, prestação de cuidados de saúde e educação, e outras questões domésticas.

Bibliografia:
Philippines profile (em inglês). Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/news/world-asia-15578948>. Acesso em: 14 set. 2012.
Background Note: Philippines (em inglês). Disponível em: <http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/2794.htm>. Acesso em: 14 set. 2012